quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sobre as águas...


Falar de Veneza é mais ou  menos o mesmo que falar de Paris. Não que as duas cidades guardem muitas semelhanças, mas porque falar delas é quase como chover no molhado, cair em lugar comum! Todo mundo sabe alguma coisa sobre uma e outra. A maioria tem algum tipo de admiração e, na verdade, muito já foi falado sobre as duas. Mas como também é papel do blog passar as minhas impressões sobre as coisas, achei por bem, então, cumpri-lo.
Cheguei a Veneza de trem. O famoso Frecciargento cruza diversas cidades desde que sai de Roma, traçando um rápido panorama do país. Rápido porque tudo o quanto é permitido é ter um gostinho delas através das estações pelas quais ele passa e rápido porque sua velocidade atinge 240km/h. Desembarquei na estação principal de Veneza e o primeiro pensamento é sobre quanto a cidade é diferente de tudo que já se viu! Saindo da estação dou de cara com o canal, bem ali, na minha frente. Diferente de outras cidades turísticas, as atrações não ficam em ruas principais, concentradas em uma determinada área. A cidade toda é uma atração. É surpreendente uma cidade inteira se movimentar por meio de barcos ou bicicletas. Não há carros em Veneza. Se isso soa óbvio, soa igualmente impensável nos dias de hoje. Logo me deparei com uma das inúmeras pontes que cortam a cidade, todas arqueadas para permitir a passagem das embarcações e gondoleiros que viajam em pé em suas charmosas gôndolas. É bem verdade que Veneza deixa a desejar no aspecto "acessibilidade", já que as pontes têm escadas e apenas duas da que eu vi contam com rampas removíveis, mas certamente não seria igual se não fosse o conjunto de pontes e vielas que compõem o lugar.
Um fato muito curioso aconteceu comigo na chegada à cidade. Assim que deixamos o terminal descobrimos que o hotel ficava exatamente em frente, do outro lado do canal. Carregando a mala pesada comecei a subir a ponte com o intuito de chegar à outra calçada. Ao perceber minha dificuldade em subir os degraus meu marido prontamente começou a subir com as duas malas. Quando chegamos ao topo, tomei novamente a minha mala e comecei a descer as escadas puxando-a, assim como as crianças fazem na saída da escola. De repente, sem que eu esperasse, uma senhora que vinha caminhando enquanto falava ao telefone passou a mão na minha mala. Em um primeiro momento, achei que ela queria me ajudar dividindo o peso para descer a escada. Mas ela, sem desgrudar do telefone um único minuto, começou a descer a mala com uma destreza invejável enquanto eu tentava, em vão, pegá-la de volta. Senti um misto de agradecimento e vergonha por necessitar da ajuda de uma local, visivelmente mais idosa que eu, para carregar minha mala. Por um momento, com meu parco italiano, entendi até ela explicar para a pessoa do outro lado do telefone que ela estava ajudando uma turista a descer sua mala. Terminada a escada ela dirigiu-se a mim com um "Ecco! Arrivederci!" e seguiu seu caminho. Por um instante fiquei com aquela expressão de "Hã? O que foi isso?", mas logo foi substituída pela hospitalidade declarada da dona do hotel. Como uma anfitriã que faz de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa assim é ela!
Aliás, como as pessoas que leem o blog gostam de umas dicas de viagem, eu recomendo este hotel em Veneza por várias razões. Em primeiro lugar a acomodação é boa, confortável, apesar de não ser uma suite presidencial. Vale lembrar que os espaços na Europa, em geral, são bem menores do que os nossos habituais. Tem uma boa conexão wi-fi no quarto já incluída. A localização é espetacular! Fica exatamente em frente à estação, o que faz economizar uns bons euros, pois a maioria dos hotéis necessita de barco para acessar e as viagens são bem caras. O café da manhã é completinho e o atendimento é o grande diferencial. A simpatia, o desejo de ajudar e agradar são tão grandes que dá vontade de ficar lá um bom tempo. O nome do hotel é Antiche Figure e é impossível não vê-lo chegando por meio de trem. O endereço é Santa Croce, 686 - Veneza.

Assim começou minha aventura por aquele lugar. Muito ainda havia por descobrir e ainda há muito para contar aqui... foi só o início!

Até a próxima...

PS: Na volta para a estação ferroviária, a caminho de Milão, usei a técnica da senhora que carregou a minha mala escada abaixo. E adivinhe? Não funcionou! (rs)


domingo, 26 de janeiro de 2014

Il Colosseo

Quando soube que a viagem desta vez seria para a Itália minha cabeça foi povoada por um sem número de ideias e pensamentos soltos. Não há como não pensar em identidade quando se trata daquele país. Sendo 50% cidadã italiana, já que tenho dupla cidadania, não há como não ficar empolgada com a possibilidade de sentir na viagem uma sensação de "voltar para casa", ainda que nunca tenha pisado lá. (Será que não?) Mas além da identificação imediata comecei a pensar no tempo, na contagem do tempo. Quando viajamos para lugares históricos no Brasil nos surpreendemos com os duzentos, trezentos, quatrocentos anos que as igrejas ou monumentos têm. Quando viajamos para Paris, Praga ou outra cidade próxima, começamos a falar em oitocentos ou mil anos de existência. Mas na Itália, tomando "emprestada" a história prévia do Império Romano, a contagem passa a outro patamar, (acredito eu!) somente comparado ou superado pela Grécia, Oriente Médio e alguns países da Ásia. Estamos falando de dois milênios ou mais... Quando pensamos nisso não há como não considerar a nossa pequenez diante de um universo inteiro.
Dia desses algumas pessoas comentavam fotos minhas no Facebook, onde questionava-se uma imagem do Coliseu de Roma, "Il Colosseo" para os italianos. Até ver de perto, o Coliseu que eu conhecia era do meu livro de italiano, fotos de turistas ou dos filmes. Obviamente uma obra grandiosa, mas nada que se comparasse ao que ele é de perto. Não falo apenas das dimensões físicas. Interessa muito mais a mim a grandiosidade "não tangível" daquele lugar. É uma mistura de perplexidade e encantamento o que se sente lá dentro. Há quem veja apenas ruínas no lugar de uma arena de dimensões descomunais. Eu vejo além. Recorro a conhecimentos que nem mesmo sei de onde surgiram, buscando em meus arquivos pessoais toda sorte de informações que me auxiliem a compreender melhor tudo o que estou vendo. Cada passo dado lá dentro me transporta para outra era. Não há como precisar o que, de fato, acontecia nos intermináveis anos em que o Coliseu serviu de palco para todo tipo de espetáculo, mas certamente a alma dos que o utilizavam como cenário está ali presente, enchendo de significado cada centímetro daquele grande teatro. Muitos não sabem, mas seu nome é Anfiteatro Flaviano em homenagem ao Imperador que ordenou sua construção, Flavio Vespasiano. Mesmo restando apenas uns poucos resquícios de suas arquibancadas, estima-se que em tempos áureos o Coliseu acomodava mais de 50000 espectadores.
Sim! O Coliseu foi um grande estádio, assim como os que hoje conhecemos sendo palco dos torneios de futebol. Isso há 2 mil anos atrás. Só que ao invés de jogadores, os astros da arena eram gladiadores lutando entre si ou contra animais, em geral felinos grandes como leões. É ou não é digno de estupefação?
É lugar obrigatório estando em Roma, mas é muito importante chegar cedo. O ideal é visitá-lo antes mesmo das 10 da manhã, pois logo após isso criam-se filas intermináveis. O ingresso não precisa ser comprado com antecedência. Custa cerca de 12 euros e vale também para o Foro Romano que fica bem pertinho. Para ir até lá é só pegar o metrô. A estação "Colosseo" fica exatamente em frente ao monumento.

Bom passeio!

Até lá!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Entre Armanis e Michelangelos...


Foro Romano
A memória é cruel, implacável. Dizem que a minha é de elefante, mas ultimamente ela tem funcionado parcialmente. Eu me lembro de fatos detalhadamente, porém estes se misturam entre lugares, datas e outros acontecimentos alheios aos que eu deveria estar processando. Gostaria de ter escrito sobre cada sensação, lugar ou sabor no momento em que foram vividos durante a viagem, mas eu tinha que escolher entre experimentar ou registrar. Quem viaja para lugares tão espetaculares como os lugares que visitei sabe que não há tempo - e muitas vezes energia! - para dar conta de tudo. E entre estas duas coisas, optei por saborear cada minuto de novas experiências que me foram oferecidas. E quase como um pedido de desculpas a você, leitor que me acompanha, deixo aqui registrado que se hoje tenho o que escrever, ainda que de forma confusa e desordenada, é graças a tudo o que testemunhei durante as últimas duas semanas.
Resquícios da Casa de São Francisco de Assis
Ainda ontem, conversando com minha família, discutíamos as atrações que a Europa poderia oferecer durante uma viagem. Eu, particularmente, gosto de lugares que tenham um "quê" de história, não só pelo conhecimento que vá me agregar, mas sobretudo pela alma do lugar. Quando passeio pelas ruas de qualquer cidade europeia, não há como não evocar as memórias de tempos nem mesmo vividos por mim. Quantos outros olhos testemunharam aquelas mesmas cenas, intocáveis, idênticas? Não há como não se impressionar, ao caminhar em um lugar qualquer de Roma, com as paredes que emolduram as ruas celebrando centenas ou milhares de anos. Se as construções são frias, as pessoas que as idealizaram eram de verdade. Casamentos, famílias, nascimentos e mortes foram testemunhados por aquelas paredes. Histórias de amor, de felicidade ou de tristezas e saudades foram encenadas naquele espaço, e é possível sentir esta aura. É por causa dela que vou até lá. A vida é feita de acontecimentos. São eles que fazem a vida ter sentido. Neste ou em qualquer outro tempo é a história de um lugar que me desperta a vontade de conhecê-lo. Lugares estéreis, como já diz o nome, não geram nada. São vazios, ocos, sem cheiro, cor ou movimento. É claro que cada um decide para onde quer ir de acordo com o que busca. É possível, até mesmo, ir para um lugar fantástico e não absorver nada do que ele pode oferecer. Há quem veja Paris como um grande mercado de grifes... e também é! O que determina a tônica do seu passeio é o que você busca. É você quem decide se a Itália é "Giorgio Armani" ou "Michelangelo". Há espaço para os dois. Só não permita que os apelos da modernidade, do consumo e da futilidade se sobreponham à história e a genialidade de nossos antepassados, pois a cidade que conhecemos hoje é resultado de tudo isso!
Palácio de Versailles


Até mais!


domingo, 12 de janeiro de 2014

Heranças...

Coliseu de Roma
Que eu gosto de história e que minhas viagens, em geral, têm o objetivo de explorar a "alma" dos lugares todo mundo que me conhece sabe. Pois nesta viagem, que embarquei há cerca de 10 dias, este gosto tomou outra proporção. Ganhou um caráter mais afetivo do que todas as anteriores e, além disso, a possibilidade de descobrir um tempo que nem as minhas mais remotas intenções poderiam desejar. Se a Europa é conhecida como Velho Continente, o que dizer de Roma, com seu imponente império, outrora tão poderoso e que até hoje guarda resquícios - e relíquias - de sua grandiosidade?
Assis - Perugia
Mais uma vez fico em um impasse... não sei se procuro respeitar alguma ordem cronológica, fazendo com que os fatos tenham mais sentido para mim, ou se vou escrevendo de acordo com a minha vontade e minha memória, independente de quando aconteceu. Só para esclarecer, a jornada desta vez começa na Itália e termina na França. Passa pelas cidades de Roma, Assis, Florença, Veneza, Milão, Como e Paris. Com exceção da última, tudo é novidade para mim, ou quase! Sendo descendente de italianos, passei toda a minha vida ouvindo alguma história de referência italiana e nutrindo, ao mesmo tempo, o desejo de conhecer de perto minhas raízes. E Paris, sendo a minha cidade "queridinha", retorno como quem toma conta do que nem mesmo lhe pertence, só para ver de perto o que andam fazendo com aquilo que lhe é tão caro ainda que alheio aos seus domínios. Neste exato momento, no quarto de um hotel qualquer em Milão, constato tristemente que a viagem já passou da metade do seu tempo. Amanhã embarco para a última etapa já com saudades do que foi visto, vivido, experimentado, degustado... ah! Como se degusta por aqui... ao mesmo tempo que tudo parece tão desconhecido, há um gostinho de casa e coisa conhecida que me remete ao mais íntimo da minha história!
Sou do tipo que aproveita tudo que uma viagem pode oferecer e, geralmente, gosto de tudo! Os momentos ou situações não tão interessantes eu faço questão de esquecer, portanto se me perguntar se um ou outro lugar vale a pena conhecer, sempre vou dizer que vale... ainda que seja para não retornar lá. Mas acho que as visões variam muito e aquilo que eu procuro pode ser diferente do que o outro procura, logo, sempre se ganha alguma coisa visitando lugares. De modo geral vou listar coisas boas e ruins, cuidados a se tomar ou programas que são imperdíveis. O resto fica por conta de cada um. 

Passeio de Gôndola - Veneza

Bem, neste momento é tudo o que posso dizer. Estando curioso para saber mais aguarde os próximos posts... tenho certeza de que não vai se arrepender!

Embarque no próximo trem rumo a esse mundo fantástico!

Arrivederci!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014 bate à porta!

Pensei em escrever um texto sobre a virada do ano. A inspiração, no entanto, não acompanhou o meu desejo. Vasculhei os textos do fim dos anos anteriores, mas eles não me ajudaram muito. Fim do ano é aquele período em que a maioria das pessoas está predisposta a reavaliar a vida e mantêm um bom astral ainda que as circunstâncias nem contribuam para isso. O amor e a generosidade pairam no ar e parece que todos os incômodos se dissipam. Não sei dizer se isso acontece pela passagem do ano ou se porque, estando quase todos de férias, surge um certo clima de tranquilidade e vontade de ficar bem. Nesta época, a correria das primeiras semanas do mês de dezembro dá lugar à preguiça gostosa do começo de férias. Não sei se seria igual caso o ano novo chegasse em pleno junho. Acho que seria uma questão de costume, mas como conhecemos as coisas assim desde que chegamos neste mundo, seria muito estranho ter que se habituar à ideia de que a ordem cronológica dos fatos mudou. Imagine que estranho comemorar a virada no ano no meio daquilo que hoje conhecemos como ano? Para falar a verdade, o ano civil que temos hoje é resultado de uma convenção criada pelo Papa Gregorio XIII para corrigir falhas do então calendário Juliano, proposto por Julio Cesar. Em dado momento da história o calendário iniciou no mês de março, questão que explica o fato de nono mês do ano ter um nome que lembra o sétimo (setembro) e assim, sucessivamente até dezembro que, ao invés do que o nome sugere não é o décimo, mas o décimo segundo - e último! - mês do ano.
Pelo sim, pelo não, o fato é que neste período todo mundo fica bonzinho, os desejos são os melhores possíveis e a atmosfera é de paz e esperança. Há quem não goste da virada do ano. Há quem diga que é um dia como outro qualquer, ou crie teorias sobre a besteira que é comemorá-lo uma vez que cada parte do mundo celebra a virada em momentos diferentes em virtude do fuso horário. O ano novo, no entanto, é muito maior que isso, já que está dentro de cada um. Pode não ser celebrado com festa e nem todo mundo é obrigado a gostar, mas acho que não há outra coisa capaz de trazer tanta esperança quanto o recomeço. Seja ele agora, no seu aniversário, depois de ter a vida ameaçada ou na descoberta de um novo amor, recomeçar é tudo o que se precisa quando as forças já se foram, o vigor já não é o mesmo, o corpo e a mente precisam de um descanso, um refresco.
De todas as frases que li sobre a virada do ano, sem dúvida a que mais gosto é aquela que diz que o ano novo traz 365 oportunidades!
Que saibamos aproveitá-las...

Feliz 2014! Que suas energias se renovem, seus sonhos prevaleçam, seus dias sejam mais felizes... sempre!

Até.

sábado, 28 de dezembro de 2013

É festa! É cor! É ano novo!

Já virou tradição! Todo ano me perguntam com qual cor cada um deve passar a noite da virada do ano. Isto porque as pessoas, por menos supersticiosas ou curiosas que sejam, acabam querendo saber de que maneira podem potencializar as boas vibrações para o ano que está começando. E não tem jeito! Não conheço uma só pessoa que não se sinta tocado pela possibilidade de recomeçar... e não há tempo melhor para isso do que a virada do ano. Para definir a cor que deve fazer parte do figurino, o cálculo é feito através da numerologia. Como não sou numeróloga ou coisa que o valha, eu vasculho a internet em busca de informações. Se isto tudo funciona eu não sei, mas como todo mundo tem que vestir alguma coisa por que não apostar na cor que pode ser favorável? O branco é a cor universal para a festa em questão, mas nada impede de abusar do colorido para dar vida e alegria ao figurino.
Como se faz a conta? Você deve somar o dia e o mês do seu aniversário, e acrescentar o número 8. O somatório, que dará um número de dois dígitos, deve ser somado até reduzir a um único algarismo de 1 a 9. Complicado? Vamos a um exemplo: Seu aniversário é no dia 16 de abril. Então, você deve somar 1+6+4+8=19, aí você reduz o 19 a um algarismo, da seguinte forma: 1+9=10 e novamente, 1+0=1. Neste caso, o número será 1. Outro exemplo: Seu aniversário é no dia 23 de julho. O cálculo será: 2+3+7+8=20, aí reduzindo o resultado, ficará 2+0=2. O seu número para a virada será o 2.
Com o exemplo fica simples, não é? Que tal agora, traduzir os números para as cores correspondentes?

Número 1 - Vermelho - Esta noite será ideal para pensar no futuro e traçar projetos para o novo tempo. Dinamismo não falta e a energia estará em alta para tomar as decisões necessárias. Confiança, ousadia e coragem devem fazer parte de você nesta noite. Você terá oportunidade de se desvencilhar de todas as amarras. Comece o ano com os sentimentos de convicção e capacidade. Dê o primeiro passo para conseguir o que deseja. Será um dia para tomar decisões e agir. O vermelho colabora com a energia dinâmica e a força, trazendo garra para começar 2014.

Número 2 - Laranja - A virada será para viver o amor e a cooperação. A Lua, associada a este número favorece o romantismo. Por isso as ceias a dois, com velas e muitas promessas de amor, são os programas mais indicados. Se tiver uma companhia neste momento desejará viver com ela para sempre. Minutos antes e após a virada deverão ser vividos de mãos dadas. Compartilhar os momentos de alegria é o que mais importa nesta noite. A criatividade também é favorecida a quem ficou com o número 2. A cor laranja traz acolhimento e emoção de troca e encontro. Comece 2014 buscando o entendimento.

Número 3 - Amarelo - A noite é de otimismo, alegria e muita vibração. É momento de festa, de reunir os amigos e comemorar, se possível com muita gente. Cuide do visual, pois você será o centro das atenções. Uma viagem também pode ser uma boa opção. Faça novos amigos e nesta noite não se isole. O amarelo aumenta a alegria de viver e o entusiasmo. Comece 2014 com muita vitalidade e vontade de realizar seus desejos.

Número 4 - Verde - Você começa o ano com o desejo de ter mais controle sobre a sua vida. Por isso, nesta noite, esteja na companhia de pessoas em quem confia, como amigos mais próximos e família. Dê preferência a lugares conhecidos e comemorações intimistas, ao invés de festas de arromba. Nada de grandes surpresas. O verde limpa, purifica, refresca e recupera sua energia. Comece 2014 buscando a solidez, a estabilidade, com bastante equilíbrio e serenidade.

Número 5 - Azul Claro - O clima para esta noite é de movimento. Por isso nada de programas comuns ou roupas comuns. A ordem é ousar, procurar lugares inusitados e comemorações que sejam fora do convencional. Lugares movimentados, com muitas pessoas interessantes é a pedida para a virada. Vale estar em um navio, uma praia, ou em qualquer festa exótica. O azul claro remove bloqueios, diminui o caos e aumenta o fluxo de energia vital. Comece 2014 com uma energia de paz.

Número 6 - Azul Royal - O clima da noite estará voltado para assuntos relacionados ao amor. Passe a virada com pessoas que você ama, como seu parceiro e familiares. Tecidos finos, leves e confortáveis trazem a energia ideal para as pessoas de número 6. Busque ambientes que favoreçam o clima de intimidade e calor humano. Flores, músicas românticas, champagne e velas trazem a paixão que deve fazer parte desta noite. O azul royal favorece a atmosfera de entendimento e aumenta a sensibilidade das emoções. Comece 2014 com muito amor no coração.

Número 7 - Lilás - Nesta noite você vai preferir ambientes mais silenciosos que permitam a introspecção necessária para fazer um balanço do ano que está terminando e traçar novos planos para o período que se inicia. Isto não significa ficar sozinho. Apenas escolha bem as pessoas que estarão com você neste momento. Ambientes exotéricos, mergulhos no mar, ou apenas contemplar as estrelas podem ser as melhores opções para as pessoas de número 8 na virada. Conecte consigo mesmo e visualize sua mente, criando situações positivas para a concretização de seus desejos. O lilás ajuda a aumentar a intuição e enxergar o que não é visível aos olhos. O importante é conectar-se a si mesmo. Comece 2014 com bastante autoconfiança.

Número 8 - Bege a Marrom - Nesta noite você se sentirá capaz de tomar grandes decisões. Você tem muitos planos para o próximo ano e vários sonhos possíveis de realizar. Busque um ambiente sofisticado com bom serviço e pessoas interessantes. Seu desejo de realização estará em alta. Os tons de bege a marrom favorecem a energia de autoconfiança e poder. Comece 2014 com grande vitalidade, certeza de realizar seus desejos e confiança no futuro.

Número 9 - Rosa - Esta noite será um momento importante para tomar decisões na sua vida. Você está com vontade de resolver todas as pendências do passado. Visite lugares e pessoas que fizeram parte da sua vida. Reúna amigos de outros tempos, rompa com as amarras que te impedem de avançar, perdoe. Esclareça os fatos mal resolvidos e promova reencontros. O rosa contribui para que você libere todo o amor que existe em você. Comece 2014 permitindo abrir seu coração.

A dica está dada. Seguindo ou não, permita-se começar do zero, reavaliar posturas, mudar de comportamento se ele já não serve mais!
Que 2014 venha cheio de boas promessas, que este ano possa ser o melhor de nossas vidas e que Deus nos abençoe a cada dia!

Até o próximo ano...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A vida ensina

Uma amiga está passando por uma situação peculiar. A filha, talentosa bailarina, precisa deixar o ninho para alçar voos mais altos. A notícia da partida traz a dor da mudança, porque uma separação a esta altura nem se cogita, já que a pequena bailarina (nem tão pequena assim!) não tem ainda autonomia de voo para migrar sozinha.  O simples ato de falar sobre o assunto causa tamanha comoção que leva ao choro a mãe aflita. Por sua vez, tolher os planos da filha, tão dedicada e segura de suas escolhas, parece ser a garantia de um futuro de arrependimentos, afinal carreira como esta não se pode fazer parar até o melhor momento. O que fazer? O que você faria?
Tentamos fugir de situações assim como se fosse possível evitar que as coisas aconteçam. A corda bamba, que causa a desestrutura, incomoda tanto que é melhor não pensar nisso. Mas aí a vida, que é caprichosa e serve para nos ensinar coisas, vem e nos atropela com as suas mudanças de humor. 
O curioso disso é que a mãe, que por tantas vezes confessou desejar um abandonar-se de suas tarefas, se apresenta agora, diante da possibilidade concreta,  com um "não-sei-o-que-fazer" que mostra o tanto que suas palavras não deviam ser acolhidas pelos anjos que vivem entre nós. Sempre escutei aquele ditadinho que diz: "Cuidado com o que deseja! Ele pode virar realidade." E é bem por aí. 
Por que em situações como estas nos prendemos às tragédias nossas de cada dia ao invés de nos alegrarmos com a possibilidade da vida nova? Vivemos demais o princípio da inércia. Bom, ou não muito, é mais fácil ficarmos onde estamos. Mexer dá trabalho, cansa, dá medo, gera desconforto. Ora, mas e o desconforto que existia antes? Será que, de certa forma, provocamos ainda que inconscientemente as condições para que as mudanças aconteçam? E quando elas finalmente acontecem, por que é tão difícil aceitá-las? O galho, que é rígido, quando recebe o vento quebra porque sua inflexibilidade não lhe permite dançar. Por sua vez, aquele que é flexível permite que o mesmo vento, impiedoso com o outro galho, dance por entre suas folhas resultando num lindo ballet. O vento, uma hora, chega para todo mundo. E assim como vem, vai embora. O que fica depois de sua passagem depende de que maneira nos comportamos durante a rajada. 
Que venham os ventos. Que saibamos dançar!

Ps: Vejo você nos palcos do mundo...

Até lá.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

É tóxico!

Sabe quando você tem certeza de que algo não te faz bem, mas mesmo assim insiste em manter um determinado hábito? Isto acontece porque a motivação para a mudança pode não ser tão grande quanto o trabalho que isso vai dar! Ocorre um certo "boicote", uma "autossabotagem" que se é cômodo, não é confortável. Enquanto o comodismo de não ter que mexer, não ter que pensar no assunto faz com que simplesmente o tempo passe, o desconforto faz com que uma pontadinha fique cutucando seus pensamentos. É como aquela "bolinha de costura da meia sobre o dedinho mindinho" que não te deixa pisar direito.
Ando vivendo isso de certa forma.
Estou de dieta. E fiz tudo direitinho. Com nutricionista, mudança de alimentação, reeducação e disciplina. E não é que nos últimos tempos, talvez cansada de tanto policiamento e de todas as tarefas que envolvem o quase esgotamento pré-férias, eu tenho me deixado levar por todas as coisas que eu não devo comer? E por que eu permito isso se eu sei que eu não devo? Por que eu estou em uma espécie de "relação tóxica". 
Já parou para pensar a quantas relações tóxicas você se expõe? Que atire a primeira pedra quem nunca se viu em uma situação dessas! Chamo assim toda relação com você mesmo, com a comida, com o outro, com a tecnologia, dinheiro ou qualquer coisa que te faça mal apesar de parecer fazer bem. Todas são difíceis de lidar, mas acho que a pior é aquela que envolve outras pessoas. E por que? Porque além de você ter que administrar os efeitos da "dita cuja" em você, ainda é necessário romper com o outro. Neste caso há duas formas diferentes de toxicidade. Tem aquela que a outra pessoa não vale grande coisa, mas por alguma atração estranha você não consegue se desvencilhar, mesmo sabendo do quanto é prejudicial; e tem aquela quando a outra parte envolvida é boa, te trata bem, te valoriza e traz boas coisas, mas por alguma razão esquisita você não consegue retribuir. Isso faz igualmente mal! A melhor solução em ambos os casos é "cortar o mal pela raiz". Não há sofrimento que dure mais do que o doloroso arremedo de uma relação. E se ela não é inteira, é apenas uma sombra do que poderia ser. Não existe fórmula para resolver a situação, mas é seguro que ela precisa ser resolvida. O que se pode dizer é que uma vez que isto acontece, o alívio é quase instantâneo. E isto vale para qualquer uma das situações. Quando você consegue se dominar e não comer o que não deve, quando você consegue não gastar aquele dinheiro com mais um objeto inútil, quando você deixa de passar mais uma hora no computador para estar com pessoas queridas... o alívio é o mesmo. E, como todos aqueles hábitos que faziam parte da relação tóxica, os bons costumes também se tornam rotineiros. É uma questão de prática!
Não sei dizer a quantas destas relações ainda me envolverei pela vida afora, mas ter a consciência de que elas existem é o primeiro passo para cortá-las... 
Que comecemos, então, a cultivar as boas relações. 
As que nos fazem crescer, florescer, frutificar.
Que cultivemos arco-íris ao invés de tempestades.
Que iniciemos agora!

Até breve...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Apenas um retrato da última semana...

Quero escrever, mas não consigo! Quero, preciso! Sinto o desejo de produzir um texto, mas não me sinto inspirada.
Consumismo
Comportamento
Homens x Mulheres
Felicidade
Histórias da minha vida
Penso em muitas coisas, mas nenhuma me desperta a vontade de falar um pouco mais.
Estou em crise de criatividade e nem é de hoje!
Infância
Amores
Dias coloridos
Nada me vem à cabeça! Nada que mereça registro.
Não é por falta de experiência, pois tenho feito demais nos últimos tempos. Talvez tenha feito demais e não tenha tempo de digerir tudo.
Está todo mundo na mesma. Isto não é novidade.
Fim de ano
Natal
Decoração
Bolos
O que falar? O que fazer?
Encerrar por aqui. Já enrolei muito.
Talvez surja algo que preste. Talvez não.
Confusão mental? É isto o que está acontecendo comigo no momento.
Respiro fundo. Penso mais um pouco
Pensar ou sentir? Eis a questão!
Comida
Viagem
Dica
Minhas sugestões não estão servindo nem para mim!
Vazio
Branco
Silêncio.
Acho que é melhor assim.
A simplicidade é o que nos torna humanos. Esta é a nossa essência...
Então para que complicar inventando assuntos?
Deixa para amanhã.

Até!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Nunca tão sem sentido...

Vivemos tempos de tristeza! Sim, vivemos. No plural. Como coisa coletiva mesmo! Não acho que seja pessoal. O cinza diante dos meus olhos, relatado no último texto, até então interpretado como exclusivo de mim, não o é! E eu me dei conta disso apenas recentemente. A "letargia" que tomou conta das pessoas talvez seja o resultado do excesso de estímulos. Estamos cansados. Mais que isso! Estamos esgotados. O que fizemos de nós mesmos? O que fizemos dos outros e do mundo à nossa volta? Os tempos do "produzir é preciso" geraram dias mais longos, noites mais curtas e muitos remédios para aguentar o tranco. Para uns o alívio vem em forma de farras, para outros, esportes. Para outros ainda um simples desligar da máquina humana. Seja como for, é triste! Triste e desnecessário. Não precisaríamos de válvulas de escape (ou segurança!) se não tivéssemos criado a pressão. A sociedade pressiona, a modernidade pressiona, a globalização pressiona. O que é isso tudo senão produto de nós mesmos? Vivemos tempos de tristeza! Não podemos perder tempo, não podemos ficar ociosos, não podemos fazer o que queremos, não podemos ser quem somos. Na certa, você que está lendo, pensa que não sucumbiu aos apelos de "mexa-se"! Ledo engano. Talvez você seja dos mais absorvidos pelos gritos da multidão. Não sabemos dividir, não sabemos parar, não sabemos girar a máquina ao contrário. Se você dedica horas demais do seu dia a uma única atividade (seja ela qual for!) já está fazendo parte "do clube".
Queria desacelerar. Mas nem sei se sei como fazer isso. Lamento pelos dias não vividos, pelas horas desperdiçadas com as coisas que nem queria fazer, ressinto pelos minutos de preocupação experimentados intensamente na insana busca pelo ideal.
A partir de hoje eu quero me comprometer mais com a minha respiração. Ela é tão importante, nunca me deixou na mão e eu, sequer, me dou conta de sua existência.
Cansei de ser politicamente correta porque o mundo me quer assim. É de amor que o mundo precisa. E de desapego. Entramos na "Era de Aquário" e seu sentido se perdeu. A generosidade, a fraternidade e o amor desinteressado nunca pareceram tão distantes de nós. Lamentável.
Não sou eu que estou vendo o mundo cinza. O mundo está cinza... chumbo! Pesado, feio, perdido. Não quero mais isso! Chega de protesto, chega de achar que temos que lutar com tudo para que as coisas, enfim, comecem a melhorar. Não vão melhorar! Ou a gente freia a mundo ou ele vai passar por cima de nós como um rolo compressor. 

Aceite. 

Seja compassivo.

Simplesmente viva.

Até!


domingo, 3 de novembro de 2013

Borboletas...

Meu olhar mudou. Sinto falta das cores que via antes. Não, eu  não estou com problemas de visão. Graças a Deus continuo enxergando perfeitamente! Mas o brilho de antes eu não tenho visto há tempos. Não sei como aconteceu, assim como não sei de que modo eu posso restabelecê-lo. Só sei que está me fazendo falta. Eu costumava ter um olhar despretensioso, quase infantil, de deslumbramento diante das coisas todas. Quem ou o que terá sido capaz de sequestrar o brilho dos meus olhos? Olhos embotados definitivamente não combinam com quem eu sou! Olhar viciado no mesmo, incapaz de tornar mais colorida a paisagem, me causa incômodo. 
O que terá feito de mim refém do cinza? Não quero isso para mim! Quero poder me inspirar nas coisas simples, usar o otimismo exagerado de outros tempos, ser chatinha de tão "pra cima"!
Hoje aconteceu, porém, uma coisa engraçada. Quem me conhece sabe o quanto tenho medo de bichos voadores. Andando na rua, curtindo o ventinho em meio ao sol, eis que surge na minha direção uma borboleta. Elas não escapam ao meu medo! Curiosamente não me esquivei de seu voo. Continuei seguindo meu caminho. Não satisfeita, ela começou a me rondar e quando me dei conta, ela pousou em mim, no meu peito, bem do lado esquerdo. Talvez quisesse tocar meu coração aparentemente endurecido. Então, ela pousou na minha mão por um instante. Eu sorri. Naquele momento eu me senti especial. E aí, ela se foi.
Atribuo significados especiais a coisas deste tipo. Pode ser apenas coincidência, ou um sinal do universo, uma energia ou a presença de Deus. Não senti medo e até desejei que permanecesse por mais tempo. Ela era linda e, sinceramente, não tinha me dado conta do quanto aquilo foi significativo até escrever sobre isso agora. De certa forma, neste momento, meus olhos parecem deslumbrados novamente com a visita inesperada. 
Que a sensação de paz sentida hoje cedo possa trazer de volta as imagens iluminadas que meus olhos viam antes. 
Que a inspiração retorne e a alegria de sempre se manifeste facilmente!
Que eu consiga transbordar como antes! Que eu não caiba mais em mim...

Que seja logo! Que seja para sempre.

Até breve...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cara de paisagem

Estava pensando como isso é possível. Meu maior defeito é, ao mesmo tempo, minha maior qualidade. Ou seria ao contrário? Estou falando de transparência. Sou transparente como vidro que alguém acabou de limpar. Por que a hipocrisia não nos permite ser assim? Certa vez ouvi dizer que o mundo gosta de sinceridade, mas as pessoas não estão preparadas para a verdade. E sabe que é bem por aí? Nos cobram a honestidade, a verdade acima de tudo, mas quando resolvemos fazer isto, somos criticados porque uma mentirinha social sempre cai bem! Aliás, tenho uma grande dificuldade com mentiras. Indo e vindo. De mim para os outros e deles para mim. Digo sempre, em tom de piada (claro!), que nunca colei na escola. Por uma questão moral? Não! Por incompetência. Eu não sei mentir. Fica estampado na minha testa quando estou desconfortável socialmente. E sempre foi assim. Eu até inventava uma historinha, mas diante do meu incômodo acabava confessando a verdade dolorosa. Por que então que hoje em dia isto é visto muito mais como um defeito do que como uma qualidade? Se gosto, gosto! Se não gosto, não disfarço. Pode até ser imaturo da minha parte, mas a questão é que eu já me coloquei em situações embaraçosas pelo simples fato de falar a verdade. E todas as vezes em que tentei mentir para me "safar", me dei mal! É impressionante...
Sobre a minha insistente mania de ser "honesta a toda prova", acabo me indispondo com pessoas queridas porque teimo em dizer o que me desagrada. Não sei fazer de conta que está tudo bem se não está! Não sei fazer cara de paisagem quando na verdade eu estou com vontade de dizer poucas e boas. Tudo bem, tento ser polida, mas as vezes a raiva me impede de pensar em palavras melhores para dizer. Vou mais longe ainda: as palavras são educadas, mas o tom... não deixa dúvida de que estou realmente aborrecida!
Será que há maneira de mudar isso? Será que uma boa dose de indiferença talvez seja a solução? Mais do que a dificuldade em mudar é a dificuldade em aceitar que isto precise ser diferente! Eu me recuso a aceitar que para ser vista como uma pessoa de convivência desejável eu tenha que ser hipócrita. Pode isso? E a honestidade que antes era tão valorizada? Onde foi parar a coitadinha?
Tenho que aprender a lidar com isso, ou simplesmente evitar situações em que eu tenha necessidade de mentir. Como isto é imprevisível serei obrigada a fantasiar-me de qualquer outra coisa. Ausentar-me momentaneamente de mim mesma. Coisa difícil!
Quem sabe um dia me aceitem como eu sou, apreciem a nobreza por trás das minhas atitudes "ásperas" e assim, talvez, eu possa ser da maneira que acredito ser correta. Talvez um dia, também, eu aprenda a não me importar com as coisas e elas, como passe de mágica, deixarão de me incomodar. E aí, neste dia, não vou mais precisar aprender a mentir, porque não vai fazer diferença para mim se estou ou não como as pessoas desejam... serei eu mesma!

Apenas!

Até lá...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Por um instante...

O que cabe em um instante? Tudo. Desde que recortado em minúsculos fragmentos de tempo.
Imagem, som, cheiro, sensação... um instante pode conter tantas coisas quanto puder acontecer.
O instante de um abraço traz entre o espaço dos corpos o calor e a energia que se deseja passar ao outro. Pode durar segundos ou minutos dependendo de quem abraça e do que se quer dizer.
O instante de um rodopio contém o vento que resulta do movimento, o barulho do giro, a tontura leve da brincadeira. Tem cheiro o rodopio. Cheiro de folha.
O instante em que se suspende a criança ao colo carrega a alegria da risada infantil, o afeto de quem a acalenta, traz em si o impulso de subir. É morno como as mãos que dão suporte ao corpo sustentado no ar. A criança, por sua vez, sente o instante do voo. Aquele segundo exato em que sai do chão e gira com as pernas esticadas até alcançar o corpo que a segura.
O instante do tempo é o que nos cabe. É neste segundo, ou fração dele, que se pode decidir tantas coisas quanto nos parecem necessárias. Um instante divide a vida da morte. Não mais que isso.
A soma dos instantes é o gerúndio da vida. Um instante que se segue de outro e outro e outro até formar uma cena completa.
O estouro de um balão, o aroma repentino do café da casa vizinha, o toque de uma melodia que nos transporta para outra dimensão. Tudo é feito de instantes...
É apenas em um instante que ficamos entre a ignorância e o conhecimento de qualquer coisa. O tempo que precede a notícia se cobre de expectativa anunciada ou de leve displicência. O corpo, antes mesmo de ser inundado de som, de ser cuidadosamente afetado através dos ouvidos, pressente o novo. Bom ou ruim. Mas após o ocorrido, já nem nos lembramos mais dos sentimentos anteriores. Tudo agora é digestão.
O nascer do dia acontece em um instante. Ou vários. O apontar do sol, a percepção da retina, o despertar para uma nova oportunidade de viver outros tantos instantes. Cabe em um instante também o som da aurora. 
Se ficarmos atentos, perceberemos que a vida passa em câmera lenta. Parece que ela está em um turbilhão de acontecimentos velozes. Mas não se pensarmos no instante. Este segue vagarosamente seu rumo. Preciso, lento, detalhado, único. O instante não volta, tampouco se apressa.
(...)
Enquanto escrevo este texto milhares de instantes passaram e foram percebidos por todos nós de maneiras distintas.
O instante é tudo o que temos... Urgente, imediato...
ES-PE-TA-CU-LAR!

Até...

domingo, 29 de setembro de 2013

Só e bem acompanhado!

O que você sente quando vê alguém sozinho fazendo um programa que "deveria" ser coletivo? Pena, tristeza, medo de pensar se isto acontecesse com você? Há quem admita que não faz determinadas coisas sem companhia, mas a maioria das pessoas diz que não vê problema nisso. No entanto não costuma colocar a ideia em prática.
Dia desses eu saí sozinha. E não foi a primeira vez. Não estou falando de ir a um evento onde você encontrará outras pessoas conhecidas. Estou falando de sair e voltar para casa tendo como companhia apenas você mesmo! Se pudesse resumir em uma palavra esta sensação, seria como "libertador". É triste depender de outras pessoas para tornar o seu dia mais significativo. Como disse o poeta "É impossível ser feliz sozinho". Concordo em gênero, número e grau, mas em lugar nenhum ele disse que isto dizia respeito às 24 horas do seu dia. Na minha compreensão, isto faz referência a uma vida solitária e não a uns poucos momentos de uma solidão requerida.
Se você que está lendo agora faz parte do grupo que se compadece de quem sai sozinho e sem rumo por aí, saiba que a solidão está muito mais dentro de nós mesmos do que no mundo do lado de fora. Prega a outra máxima, que a sua melhor companhia é você mesmo. Se nem eu gosto de estar comigo, quem irá? É claro que ter com quem dividir as emoções e experiências, rir das coisas que acontecem ou tecer um simples comentário sobre o que se vê fazem parte da tarefa social de se mover para fora dos limites de casa, mas a grande questão é: Até que ponto se deixa de viver um pouquinho a cada dia pelo simples fato de não ter alguém para dar o braço?
Na minha trajetória já experimentei ir sozinha ao cinema, a um show, ao shopping, museu e parque. Já andei sozinha de patins, bicicleta e corri. Já sentei em um jardim para ler, já sentei em um banco para observar os pedestres, já caminhei por aí. Acredite! Sair sozinho é a melhor oportunidade de se conectar consigo e com seus pensamentos. Tomar a iniciativa de começar uma jornada (seja ela qual for!) por conta própria dá a sensação de que se pode tudo, se pode qualquer coisa.
A solidão é uma questão de estado de espirito e não de número de pessoas. É possível estar em uma multidão e se sentir a pessoa mais solitária do mundo, quem nunca ouviu isso? Ser solitário é não ter com quem contar, é não ter com quem dividir as alegrias e angústias, e se sentir mal sendo assim. Solitário é o rabugento, o que está sempre de mal com a vida, o que prefere o cinza aos dias de sol. Ser solitário depende de cada um. Depende de como se vê o mundo, os problemas e as adversidades. Porque ser solitário é não compartilhar das belezas da vida e das pessoas a despeito de seus erros e defeitos.
Ser solitário é isso! Curiosamente é quase a mesma palavra que solidário! O engraçado é que se aquele promove o isolamento, este agrega!
Se você é o tipo de pessoa que sente solidão, procure desfrutar da sua própria companhia. Invista em você mesmo. Entenda que você é avulso e independente, não sozinho!
Tenho certeza de que os seus momentos nunca mais serão vistos da mesma forma. Sejam eles sós ou acompanhados!


Até breve...

domingo, 15 de setembro de 2013

Cabeça vazia...

"Cabeça vazia, oficina do diabo!" Minha avó dizia isso. Quando era mais jovem não entendia muito bem o que isto representava. Na verdade, a frase em questão quer dizer mais do que o seu simples significado. Além do sentido em si, entra em questão a crença, a espiritualidade. Se você não acredita no divino, não acredita, igualmente, naquilo que não é! Aí, entra uma outra frase dela, minha avó: "A maior façanha do diabo é nos convencer de que ele não existe". Mais uma daquelas frases que eu não alcançava o significado. Com o passar dos anos, a vida adulta, as preocupações, os medos e problemas me fizeram compreender as colocações da minha avó. E em cada momento que eu me pego pensando bobagens, criando confusões onde não existem, ou me sentindo fraca sobre as coisas que preciso decidir, eu me lembro destas frases. E aí, faço uma oração (qualquer uma!), procuro perceber porque me sinto deste jeito e, aos poucos, vou me desfazendo do meu incômodo! Por que isto acontece? O que isto tem a ver com as frases no começo do texto? É simples! Todas as vezes que você deixa sua cabeça sem ocupação dá espaço para o mal se aproximar. Temos tanta consciência de nossa fragilidade humana que vivemos em uma corda bamba. Isto nos torna suscetíveis à toda sorte de acontecimentos. É mais fácil povoarmos nossa cabecinha com maus pensamentos do que bons, porque sabemos que em algum momento seremos surpreendidos por alguma coisa ruim, e não queremos isso! O único antídoto para isto é ocupar o tempo. Não estou falando de se entupir de trabalho, até porque canalizar toda a energia em uma coisa só também é sinal de que algo não vai bem! Mas manter a mente ocupada com coisas produtivas, e que trazem prazer, é fundamental para não permitirmos que os pensamentos negativos se instalem. Segundo a crença da minha avó, que também é a minha, isto é o diabo agindo na nossa vida. Quando estamos com Deus tudo parece claro, ordenado e feliz. Não há lugar para tristeza, preocupação ou baixo astral. Por isso, pensei em algumas coisas que eu faço para não permitir que a minha cabecinha louca entre em parafuso de vez!

Vá além - não acredite que você é capaz de controlar tudo, porque você não é! Quando colocamos em um Ser Supremo a nossa vida, fica mais fácil levá-la. Não é pedir que Ele faça todas as nossas vontades, porque isto é "mimo". É compreender que alguém possa cuidar de você melhor do que você mesmo. Não precisa acreditar no mesmo Deus que eu. Pode ter vários deuses, energias, luzes ou qualquer outro nome que te faça bem! Vale do mesmo jeito.

Ocupe-se! - encontre coisas que te tragam felicidade como cozinhar para alguém, fazer um jardim, dar banho no cachorro, fazer artesanato, passear no sol, cuidar de outras pessoas. Este último, em particular, costuma trazer mais benefícios do que qualquer outro.

Conheça você mesmo - aprenda a lidar com seus próprios limites. Observe aquilo que te traz algum incômodo e evite passar por situações que causam mais estresse. Não é necessário ficar caçando aborrecimentos, embora façamos isto sem perceber muitas vezes. Fique atento a isto, pois em geral, a maioria é evitável.

E para finalizar, procure o lado bom das coisas, ria de si mesmo e entenda que viver é isto! Não há bem que dure para sempre, mas não há mal que nunca acabe... é assim vamos! Um dia após o outro...

Até mais.