segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

God save the Queen!

Sempre tive um fascínio pela realeza. Gosto dos objetos luxuosos e dourados, gosto dos palácios que têm uma grandiosidade que é quase opressora, gosto do ar aristocrático da nobreza. Em virtude da modernidade, estar nestes locais é como voltar ao passado. Os historiadores mais sérios não gostam de tocar nos detalhes obscuros da vida dos monarcas, entretanto, como humanos que são (ou eram!) não há como não se deixar levar pelos seus aspectos menos, digamos, nobres. Londres concentra até hoje esta atmosfera. Muito mais do que os outros lugares visitados, lá a realeza é coisa viva. O que me chamou atenção de forma curiosa - e vale lembrar que não traz em nada qualquer comprovação! - é a diferença de comportamento da família real britânica e das outras. A sensação que eu tenho é que a nobreza nos outros países não fazia tanta questão de manter as aparências ou servir de exemplo para quem quer que fosse. Os britânicos conservam um ar austero onde os erros não são permitidos e todas as sujeiras são varridas para debaixo do tapete antes do nascer do sol. Se estes são mais respeitados, aqueles são, sem dúvida, muito mais divertidos.
A família real britânica está presente em todos os lugares de Londres. Seja em estampas, rituais, menções ou placas nas ruas, o fato é que sua presença dá o tom do passeio. Estando por lá é imprescindível visitar "Tower of London". O castelo (ou conjunto deles!) concentra um belo museu que conta a história de todas as dinastias que governaram o Reino Unido assim como traz as curiosidades militares e territoriais da cidade que nasceu bem ali. Um dos prédios abriga as joias da Coroa Britânica. Até quem não é apaixonado por História se encanta com o tanto de informações. 
"Tower of London" é um castelo medieval que data aproximadamente do ano 1100. É impressionante a solidez que ele transmite com sua gigantesca estrutura de blocos de pedra. Outra curiosidade do local são os corvos soltos pelos jardins. Reza a lenda que eles são o símbolo da realeza e que no dia em que eles forem embora de lá o império ruirá. Para evitar o infortúnio, os pobres bichinhos têm suas asas cortadas não lhes permitindo alçar voos longos. Desta forma, eles alternam entre a grama, os bancos e as grades mais baixas. Hoje na Torre existem umas poucas aves que são protegidas por decreto real.
Histórias menos glamourosas também têm lugar na "Tower of London" que foi além de fortaleza, prisão e local de tortura. Alguns dos instrumentos utilizados estão expostos lá. 
Sem dúvida, ainda que não se tenha maiores interesses na história britânica, não há como não se encantar com o acervo do museu, com as joias expostas e a riqueza de detalhes que ajudam a compor o cenário que envolve toda a cidade.
Se o dinheiro for "curto" para fazer todos os passeios legais que a cidade oferece, reserve algum pelo menos para esta visita, pois o retorno vale o investimento.
Só para dar um gostinho, aí vão algumas fotos...





 Até a próxima!


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ô abre alas que eu quero passar...

Sou, em geral, uma pessoa alegre, mas se tem uma coisa que me remete a quem eu sou, de fato, a toda a alegria contida em mim, é o carnaval. Irônico isso, uma vez que é exatamente no carnaval que as pessoas menos são verdadeiras. Carnaval é o tempo em que todas as fantasias são possíveis. Particularmente me assusta um pouco o caráter que a festa ganhou sobre permitir todas as loucuras do mundo. Perder o controle, o limite e o senso geral nunca fizeram parte dos meus planos. E quer saber? Nunca me diverti menos por causa disso! Eu me lembro muito bem dos meus bailes de carnaval serem regados a água mineral. Acredite se quiser, mas a minha teoria era a de que carnaval era sinônimo de dançar até os pés criarem bolhas e, para isso, nem refrigerante servia, já que pesaria demais no estômago! Nunca fui santa e nem tenho a pretensão de passar esta ideia. Simplesmente eu não via necessidade de me embriagar para me divertir. A alegria já era, por si só, inebriante. E assim percorri todas as formas de folia que eram oferecidas. Baile de salão, carnaval de rua, bloco, trio elétrico, desfile. Cada uma com suas particularidades, porém com a mesma diversão. Sinto, até hoje, um "foguinho" que me consome cada vez que a festa de Momo começa. Não consigo conceber a ideia de que alguém possa não gostar de carnaval. Gosto até quando não faço nada! Gosto do feriado, do clima quente ainda que faça frio, gosto do mês, gosto da atmosfera. No meu carnaval, na realidade paralela que se instala nesse momento, não há espaço para tristezas, acontecimentos ruins ou situações indesejadas. Apenas a emoção boa, o som da bateria, os brilhos e as plumas, sejam elas reais ou imaginárias, têm lugar. O carnaval que, para muitos, é visto como uma ilusão vazia dada por poucos instantes a um povo sofrido é, para mim, a grande expressão de agradecimento aos "deuses da folia" por mais um momento de felicidade explícita, gratuita, espontânea, contagiante.
Por isso, neste carnaval, desejo que a vontade de brincar seja maior que a de criar problemas. Que os tamborins tragam o ritmo que embala os corpos, que convida a dançar, que faz remexer o mais duro dos quadris. Que o sorriso esteja estampado na cara e reflita o que vem do coração. Que o sol brilhe mais do que tudo e que, caso chova, seja apenas para riscar um imenso arco-íris no céu.

Que na próxima semana tudo acabe em samba...(até a quarta-feira!)

Até breve!

Fast Food

Sempre soube que em termos de comida rápida os Estados Unidos eram imbatíveis. Não é à toa que as maiores cadeias de lanchonetes do tipo são originárias de lá. É bem verdade que no ano passado quando estive em Paris descobri que o hábito de comer sanduíches era tão comum por lá quanto na terra do Tio Sam, entretanto os ingredientes e os acompanhamentos eram muito mais sofisticados na cidade luz. Entre baguetes, croissants e queijos nobres, em qualquer esquina de Paris é fácil comer um sanduíche, mas atenção: se você não tem a intenção de quebrar algum dente, sugiro pedir para aquecê-lo antes, porque os pães são absurdamente duros, principalmente as baguetes. Tirando as redes típicas da Europa, encontramos na mesma proporção os Mc Donald's, Burger King e KFC´s da vida. Desconsiderando a implicância nutricional da comida oferecida nestes lugares, não posso negar que encontrar uma dessas lojas em meio ao "nada" acaba sendo um momento bastante reconfortante, já que o cardápio muda muito pouco apesar do idioma local, e tem ainda a vantagem dos preços também serem algo conhecido do grande público. Muda a moeda, mas a equivalência varia pouco.
Este ano, estando em Viena, descobri uma nova rede de "fast food". Na verdade acabei descobrindo ser uma rede alemã que se concentra basicamente lá e na Áustria. Confesso que em Munique eu não me lembro de ter visto nenhuma loja, mas...
O restaurante em questão se chama "Nordsee". É uma loja com cara de fast food, rapidez de fast food, mas comidas (e preços!) não muito de fast food. Trata-se de um bandejão que corre em um trilho e você escolhe o que vai comer dentre as coisas expostas na vitrine. É uma infinidade de opções de peixes e frutos do mar que torna bastante difícil a escolha do prato. Para quem gosta do tema, há variedades de lagostas, camarões, polvos, peixes e outras coisas mais. A principal e mais vistosa vitrine exibe travessas de lagostas cortadas ao meio e deitadas em uma cama de gelo como quem convida o visitante a entrar. Esta, aliás, é a primeira escolha que você terá que fazer. Feito isso são dadas as opções de acompanhamentos. Tudo muito gostoso! Em seguida passam à sua frente as variações de sobremesa que você mesmo já seleciona e coloca na bandeja. É preciso ter agilidade, pois como o sistema é de bandejão não há muito tempo para pensar. Há uma grande fila de pessoas atrás de você esperando apenas pela sua decisão! Antes de pagar, você escolhe ainda a bebida que conta com o tradicional, como sucos e refrigerantes, mas traz também cervejas e (pasme!) prosecco. Neste caso eles lhe entregam taças de pé alto, de vidro. Só então você paga pelo seu almoço. Para quem não abre mão, há opções também em forma de sanduíches. É claro que tudo isto tem um preço e, certamente, não equivale ao de um simples Big Mac, mas o fato é que sem dúvida é uma opção muito interessante de comida rápida e muito diferente do convencional. Foi mais uma peculiaridade da nossa viagem! Muito legal...

Estando em alguma cidade que tenha este "fast food", sugiro que experimente!


Querendo saber mais acesse: www.nordsee.com

Até mais!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Magia e Encantamento!

O ar estava de congelar. O dia havia começado bem bonito, com o céu tingido de azul claro e mesclas brancas. A praça, frequentemente cheia, era o lugar escolhido por alguém muito sensível para o que iria acontecer. Paramos para ouvir um grupo de artistas de rua que tocava algo entre o jazz, o blues e uma música do animado repertório negro dos anos 20 ou 30. Muitos pararam para apreciar o momento. Os homens, mostrando sua arte e convidando os turistas a participarem com eles daquele espetáculo, faziam juntar pessoas que se encantavam com o som que vinha dos instrumentos nem sempre convencionais. A música era alegre e fazia dançar. Deixei-me envolver pela atmosfera.
Enquanto meu namorado andava de maneira inquieta de um lado para o outro tentando clicar os melhores ângulos, eu fiquei estática (ou quase! Porque marcar a batida com o pé era inevitável!) contemplando a cena. Pessoas vindas dos mais distantes lugares, falando as mais diversas línguas, se deixavam levar pela linguagem universal da música. Ao fundo, duas torres pontiagudas de uma igreja do século XIV traziam a certeza de que muitos outros olhos já haviam testemunhado cenas como aquela. A alegria era contagiante. 
Não fosse perfeito o suficiente tudo o que estava presenciando, nessa hora, inesperadamente (e inexplicavelmente!) flocos de neve começaram a cair de forma desordenada, criando espirais de uma poeira leve e branca que cobria a paisagem de maneira suave. Fiquei extasiada de ver a perfeição do acaso. Parecia estar vivendo em um filme de fantasia, quando o toque da magia acontece a partir de uma imagem assim. Congelei aquele instante onde, apesar do movimento natural dos passantes, tudo parecia estar imóvel, eternizado. Um verdadeiro presente da vida para mim. 
É difícil identificar um único momento, dentro de uma viagem tão especial quanto esta, como sendo o mais incrível de todos, mas certamente este dia eu não vou esquecer, jamais!


Ps.: Pensei muito se deveria postar fotos do momento. Decidi não colocá-las para que cada um pudesse criar na sua imaginação o cenário que quisesse...

Até

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Como é bom viajar!

Todas as vezes que eu viajo fico louca para contar aqui no blog as novidades, as dicas, as histórias legais. Mas aí o tempo vai passando, muita coisa vai acontecendo e eu começo a me perder. Fico tentando colocar os assuntos na ordem em que aconteceram, mas nem sempre a inspiração é para falar sobre o primeiro deles. Aí começo uma batalha interna entre fazer o que eu desejo e o que eu devo. Como não chego a nenhuma conclusão, acabo paralisada. Hoje resolvi me descongelar! Achei que introduzindo o assunto a partir da minha "angústia", talvez fosse mais fácil entrar no clima novamente. Quem sabe?
Esta viagem teve um caráter diferente das anteriores. Como me foi possível desta vez, eu acabei criando quase uma "fotonovela" dos lugares que eu ia visitando, das coisas que eu ia conhecendo e vivenciando. Meus amigos próximos acompanharam e se manifestaram a cada foto ou comentário postado. Isso foi muito legal! Foi como se junto comigo estivessem viajando todos eles. Como se eu pudesse dividir a emoção do momento com todos aqueles que me são caros. É claro que isto acaba tirando um pouco da expectativa, no entanto sei que há muito ainda por contar, mostrar, comentar. Difícil, como eu disse, é colocar ordem na casa. Por isso, resolvi seguir meus instintos e começar por onde me der vontade... 
Só para esclarecer e situar quem estiver lendo, a ordem dos lugares que eu visitei foi: Munique, Viena, Praga  e, finalmente, Londres. De resto, as histórias serão permeadas pela minha emoção em contá-las e na minha vontade (maior ou menor) de partilhá-las. Foram 17 dias de intensa programação, muito frio, comidas gostosas, línguas estranhas e muito desejo de desvendar o desconhecido. Aliás, viajar é algo que traz uma coragem e uma vontade de fazer coisas (que normalmente você não faria) que chega a ser surpreendente. Quer conhecer seus limites e capacidades? Viaje! É como se fôssemos revestidos de uma personalidade nova. O anonimato nos confere isto. Posso dizer que é, de certa forma, libertador!
Viajar para a Europa, especificamente, é uma aula de História permanente. É tudo tão antigo que a energia que move aquele lugar é o resultado das tantas pessoas que passaram por ali. Eu costumo ter uma facilidade grande de captar isso e, por esta razão, evito os lugares que me causam desconforto. Eu gosto das emoções positivas, onde até mesmo um toque de magia faça parte do momento. Desta vez experimentei uma sensação nova: a de perceber como é a neve. Não aquela acumulada no chão que torna as paisagens meio iguais, tingidas de branco e um escuro das árvores sem folhas, mas aquela neve que cai inesperadamente, ainda que a despeito do céu azul que faz na hora. Aquela neve que não planeja o próprio voo e cai em espiral tornando a atmosfera um cenário de fantasia. Esta viagem foi mesmo especial. Vivenciei tantas novidades que fica difícil catalogá-las... mas para quê? O bom é vivê-las... Decidi, inclusive, tirar muito menos fotos do que nas viagens anteriores. Elas não traduzem o momento. Elas podem, no máximo, convidar o espectador a conhecer a mesma coisa, mas certamente a sua impressão também será diferente da minha. Há muitas formas de ver, sentir, perceber, conhecer algo. Há muitos ângulos a explorar e muito o que compreender. Por isso desejo, acima de qualquer coisa, que os próximos textos que eu colocar aqui sobre a viagem da qual eu acabei de retornar, sirvam como um despertador, não como uma verdade absoluta. 
Neve e Céu Azul! (Praga - República Tcheca)

Saia. Veja. Viva.

Até!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Justificando...

Quero avisar aos meus queridos leitores que eu não desisti do blog... falta mesmo tempo para falar sobre tantas coisas. Prometo, assim que retornar para casa, colocá-lo em dia! Por agora peço, apenas, que não me abandonem (rs)... quem sabe há algum post que desejam reler, ou então, colocar em dia as leituras atrasadas. Na semana que vem haverá muita novidade, posso garantir! Há tanto o que falar sobre os lugares que estou visitando que vai até faltar espaço...

Aguardem!

Até mais...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Schönbrunn: Que bela nascente!

Ano passado quando estive em Paris mencionei aqui que tudo aquilo que aprendemos nas aulas de História temos o prazer de ver ao vivo quando visitamos estas bandas do Velho Mundo. Estar na Europa é como respirar a história que fez parte dos nossos tempos de escola... e que normalmente não valorizamos! Pois hoje foi mais um desses dias em que a gente aprende um tantão em pouco tempo! Saímos do hotel de maneira quase despretensiosa, pois a chuva constante não nos deixava fazer muitos planos. O ar estava nos congelando. Embora a temperatura não estivesse assim tão baixa, o serviço de meteorologia apontava para uma sensação térmica perto de zero grau. Na verdade nem precisávamos que nos dissessem isso... sentíamos na pele! Pegamos o metrô com destino ao centro histórico (sabe aquela máxima de que o transporte público na Europa é super eficiente e que ela é movida a trens? Pois é! É exatamente isso!). Não podemos esquecer que Viena é uma capital e, como todas as outras, uma grande cidade. Com isso, temos uma área condensada onde encontramos a maior parte dos monumentos e prédios importantes que ajudam a contar a história do lugar. 
Saímos do metrô com destino ao Palácio Schönbrunn. Na verdade não sabíamos nada dele além de que ele era um dos principais daqui. Como já havíamos visto em fotos, ele guardava certa semelhança com o Palácio de Versailles (para ler sobre ele vá ao post "E viva o Rei!"). Mas era só! Entramos no Castelo e optamos pelo "audio guide", aquele aparelhinho que vai contando o que aconteceu em cada sala. Ficamos encantados não só pela suntuosidade do palácio, mas também por sua conservação e, sobretudo, por sua história. Descobri que aquele lugar fora cenário não só das decisões de um rei, mas curiosamente, de uma rainha. Na verdade, foram duas delas. A primeira, Maria Teresa, era simplesmente a mãe de Maria Antonieta, casada com Luis XVI, aquele de Versailles. Maior coincidência ainda foi descobrir que a Imperatriz Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I e sobrinha-neta da que viveu na França, era bisneta desta Imperatriz Maria Teresa. Ela não só nasceu naquele palácio, como viveu lá até ser enviada ao Brasil após seu casamento por procuração. Descobri ainda, que a igreja onde tudo aconteceu ainda está de pé. É a igreja de Santo Agostinho, que pretendo visitar amanhã.
É muito significativo constatar que tudo isto é vivo na memória desse povo. Histórias como esta nos ajudam a compreender quem nós somos e de onde viemos.
A outra Imperatriz foi a Elizabeth, última de sua família, e verdadeiramente adorada pelos vienenses. Há coisas sobre ela por toda parte, desde exposições, até memoriais e souvenirs. O que soube dela é que era uma mulher a frente do seu tempo, muito vaidosa e atenta ao que acontecia ao seu redor. Os austríacos, carinhosamente, mantiveram seu apelido Sisi (le-se Sissi), como comumente encontramos nos relatos sobre ela.
Quando estiver em Viena, não deixe de visitar este museu. Vale muito a pena. É fácil chegar lá. A linha do metrô é a U4 e a estação tem o mesmo nome do palácio.

Frente do Palácio

Jardim dos fundos

Qualquer semelhança com Versailles é mera coincidência!
Ps.: As fotos são do meu namorado / fotógrafo oficial da viagem!

Até.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Auf Wiedersehen

Adoro viajar! Parece chover no molhado, mas há quem não goste! Talvez minhas razões para isto sejam diferentes das razões dos outros. Gosto das viagens para aprender aquilo que os livros não contam e que nós, de uma maneira desavisada, não pensamos que possa existir ou acontecer. O destino desta vez é a cidade de Munique, na Alemanha. Todo mundo já ouviu falar em Munique. Quem mora em Petrópolis então, por ser uma cidade colonizada por alemães, certamente tem muita opinião a dar.
Então vamos lá... o que se sabe sobre o assunto? Sabemos, ou pensamos que sabemos, que eles são frios, fechados, porém muito modernos. Bebem cerveja sem gelo, e comem salsichas e batatas. Alemães são loiros e, como na maior parte da Europa, já têm uma certa idade. Mas o que é mito e o que é exatamente verdade nestas crenças? Bem, do pouco que observei em apenas uma cidade, pude constatar que é verdade apenas a questão das salsichas e batatas. O resto? Puro mito. Nunca pensei que os alemães pudessem ser tão corteses e acolhedores. Estão sempre com um sorriso no rosto e se desdobram para nos atender bem. Educação é mesmo o "forte da casa". Ainda há pouco presenciei uma cena que se fosse em outra parte do mundo o desfecho teria sido diferente. Uma ciclista imprudente entrou na contramão de uma rua guiando sua bicicleta quando encontrou bem de frente um ônibus. O motorista parou imediatamente, esperando que ela conseguisse desviar e só então seguiu seu caminho. Embora sua expressão não fosse das mais agradáveis ele não falou uma única palavra, tampouco  acionou a buzina. Outra situação que beira o ridículo é a travessia de ruas. Ninguém põe o pé na rua até que o sinal esteja verde para pedestre. Parece óbvio, mas não é. As ruas são estreitas e o fluxo de carros não é grande. Pode não estar mais passando nada que mesmo assim eles não atravessam até que lhes seja permitido. É muito engraçado. Cheguei a brincar dizendo que se eles fizessem isso no centro do Rio não atravessariam, já que não daria tempo (rs).
Nem sempre os alemães são loiros. Fiquei bastante surpresa, inclusive, de perceber que as mulheres que são loiras, em geral têm os cabelos pintados. Algumas, porém têm o cabelo incrivelmente negro e volumoso, bem "desgrenhado" mesmo. A cerveja por aqui também é outra atração. Dificilmente vemos copos com menos do que 500ml de capacidade e, ao contrário do que imaginava, é servida geladinha. Curiosamente ela parece não embriagar tanto quanto as brasileiras... só não me pergunte porquê. Outra impressão equivocada que eu tinha era sobre a idade dos moradores. Vi muitos jovens casais e a grande maioria tinha filhos. Aliás, devo dizer que são muito lindinhos com seus casacos e botas em tamanho reduzido. 
É claro que um lugar não se conhece por apenas um dia. Amanhã tem mais. Há muito ainda por dizer.
Desejo que embarque comigo nesta viagem que está só começando. Depois de Munique teremos Viena, Praga e Londres... 
Árvore de Natal na Marienplatz

Até a próxima parada!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ocupe seu tempo crescendo

Fim de ano. Hora de fazer um balanço de tudo o que passou e de traçar metas para o que se aproxima. Você já se perguntou, de verdade, o que deseja mudar para o próximo período? Ontem conversava com uma amiga sobre isso e, apesar de parecer loucura, perguntei a ela se realmente desejava se cuidar. Parece loucura porque pensar que se nós mesmos não queremos o nosso bem, quem irá? Mas não é bem assim. A nossa cabeça é tão louca que é capaz de nos boicotar. De conseguir que não façamos nada só para que no final as coisas não saiam como o planejado. Já até falei sobre isso aqui em alguns outros textos. Talvez isto seja mais para mim do que para qualquer outra pessoa, mas enfim... Agora repito aqui a mesma questão. Você está realmente querendo mudar? Querendo que as coisas funcionem?
Se a sua resposta é sim, acho bom começar a pensar. Você sabe a diferença entre objetivo e meta? A distinção entre eles talvez seja o diferencial que você precisa para fazer os planos darem certo. Objetivo é aquilo que queremos atingir. A meta é o objetivo quantificado. Meta prevê números. Quer um exemplo? Meu objetivo em 2013 é emagrecer. Minha meta é emagrecer 5 kg até março. Percebeu a diferença? Quando você traça uma meta você se sente mais envolvido, mais propenso a cumprir. A partir daí, é necessário traçar um plano para que a sua meta seja alcançada, senão, você vai deixá-la cair no esquecimento. Nesse momento você vai definir os passos que precisa percorrer até que chegue ao seu destino. No exemplo que eu dei, procure fazer um plano de alimentação e exercícios semanais, eleja uma roupa que você quer caber perfeitamente dentro, junte-se a um grupo para fazer caminhada, baixe um aplicativo que te ajude a controlar as atividades. Mas é importantíssimo que você registre tudo. Quanto mais você escreve os seus planos, mais se compromete a fazer o que está se propondo. Outra dica valiosa é pensar em coisas que só dependam de você para acontecerem. Desejar que uma determinada pessoa se apaixone por você, que você ganhe na loteria ou que descubra que um parente milionário lhe deixou uma herança, além de ser imprevisível, depende muito mais do destino do que das suas atitudes, portanto, é perda de tempo. Quanto mais simples e possíveis forem os projetos, maiores são as chances de sucesso.
Outra coisa fundamental é não colocar coisas muito distantes, objetivos para se cumprir por 10 meses, por exemplo, pois a chance de você desistir deles no meio do caminho é muito grande.
De resto vale a pena se comprometer com coisas simples, como ter mais tempo para você mesmo, dar mais atenção a alguém que está precisando, se comprometer a fazer um elogio por dia a alguém, fazer uma oração por aquela pessoa que perturba sua vida, adotar uma instituição de caridade, doar suas roupas usadas a cada estação. Os projetos para um ano novo podem não ser palpáveis, que gerem ganhos imediatos, ou que façam diferença direta na sua vida. Os projetos podem estar muito mais associados ao desprendimento de si mesmo, que é tão difícil quanto necessário.
De uma forma ou de outra, recicle suas energias, seus sentimentos, perdoe e se perdoe. Você não é perfeito, assim como eu também não sou. Estamos aqui a cada novo ciclo para enterdermos que a vida é um momento de aprendizado constante. 
Por isso, encerro este texto com uma frase retirada de um objeto que ganhei há tempos de uma pessoa muito especial, que diz:


Que 2013 seja um ano mais do que especial e que possibilite a todos nós muito crescimento!

Até lá.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A lua

A lua é fêmea. Não só por ser uma palavra deste gênero, mas porque ela própria tem um "quê" de mulher. Vinha para casa no cair da noite e avistei uma lua que nunca tinha visto. Não sei dizer em que fase ela está, mas está quase redonda, só não sei se indo, ou voltando. Até aí, nenhuma novidade. Sabemos de suas quatro fases e, pelo formato, podemos dizer que está quase cheia ou quase minguando. A novidade de hoje era "alguém" que a acompanhava bem ao seu lado. Uma pequena estrela que parecia estar presa à lua por um fio invisível. Admirei sua delicadeza e cheguei à conclusão que escrevi no começo do texto. Sem dúvida, a lua é fêmea. Não há como negar que as suas fases tão distintas e significativas se assemelham às oscilações de um corpo feminino, mas além, muito além disso, a lua é fêmea por sua sutileza. Muito diferente do sol que é forte, provedor, impiedoso. A lua não é assim. Ela é a própria tradução da delicadeza, da beleza. A lua é inspiradora, é contemplativa, é acolhedora. É generosa pois se permite ser apreciada, diferente do sol. A lua cumpre seu papel de acalmar, de fazer a pausa necessária no fim do dia. Quem nunca suspirou ao vê-la imensa e dourada nas noites quentes de verão? Por ela podemos saber das chuvas, das marés, dos nascimentos, dos comportamentos. Usamos a lua para justificar nossas esquisitices e nossas loucuras. A lua consegue tocar os corações mais desavisados e o próprio acaso, que a torna mais bela em uns dias do que outros, traz para quem a observa a sensação de ser brindado com uma imagem inesquecível. O sol agrega, a lua acalenta. O sol aquece, mas é a lua quem envolve. O sol nutre. A lua faz sonhar. 
Sou uma confessa apaixonada pela lua. Rendo a ela, nesta noite tão especial, todas as homenagens. Se o dia foi perfeito, a noite não está sendo diferente. Que ela possa ser testemunha de muitos sonhos possíveis e muitas esperanças de dias melhores. Se o homem esteve em sua superfície, certamente é aos olhos femininos que ela se torna mais luminosa... a cada noite!



Até logo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sua cor para o Réveillon 2012-2013

É engraçado. O blog tem apenas pouco mais de um ano e já se tornou tradicional o fato das pessoas procurarem nele a cor que elas "devem" usar no Réveillon de acordo com a numerologia. Tudo começou há muitos anos atrás quando vi em um programa de televisão a ideia de que cada pessoa tem uma cor diferente para usar a partir do cálculo do seu número. A partir daí, comecei a fazer as contas para a família e amigos que assim desejassem. Resolvi, então, postar isto no blog em 2011. Assim poderia dar a oportunidade de outras pessoas também terem acesso à informação. O que eu não esperava é que isto seria tão procurado. A dica é usar alguma peça de roupa ou acessório que traga a "sua" cor. Por isso repito este ano a tradição ensinando, primeiro, como fazer o cálculo para chegar ao seu número. É muito simples. Basta somar o dia e o mês do seu aniversário e acrescentar o número 7. Em seguida basta reduzir o total para apenas um dígito. A cada ano o número, que este ano é 7, muda. Este cálculo eu não sei como se faz. Ele é fornecido por um numerólogo. Para facilitar, aí vai um exemplo. Imagine que seu aniversário é no dia 27 de agosto, portanto, mês 8.
Ex: 2 + 7 + 8 + 7 = 24. Agora reduza: 2 + 4 = 6. Portanto, seu número para esta virada de ano é o número 6. Veja abaixo as cores para cada número e o que isto significa.

O primeiro número revela que o momento é de coragem, autoconfiança e dinamismo. Você começa o ano com muita vontade de tomar decisões, fazer as coisas acontecerem e iniciar um novo ciclo na sua vida. O VERMELHO traz a força e a energia dinâmica para começar os projetos que você idealizar, bem como ajuda a se desvencilhar daquilo que te impede de realizar suas propostas. Ouse, tenha coragem e aproveite o momento para conquistar. É o momento de tomar decisões e, principalmente, agir. Que venha 2013!


O número 2 traz os sentimentos de amor e cooperação. Se você já tiver alguém sentirá vontade de ficar com ela por toda a vida. O momento é propício para programas a dois como um jantar a luz de velas por exemplo. É uma energia voltada para os casais, onde surgirá o desejo de firmar compromissos. Uma dica para este número é passar a meia noite de mãos dadas. A influência da lua associada a este número trará um clima de romantismo. E a cor LARANJA traz o acolhimento, o aconchego e a intimidade, tão próprios da luz e do fogo. A noite promete trazer a emoção do encontro e a troca. No ano de 2013 busque o entendimento.

O número 3 traz a vibração, a alegria e a vitalidade como marcas registradas dessa noite. Por isso climas intimistas não são os mais indicados para quem chegou a este somatório. Bom mesmo será passar a noite em uma festa, rodeado de muitas pessoas e muita energia positiva. Pode ainda viajar para passar a virada com um grupo grande. Cuide do visual, pois será o centro das atenções. Bom momento para fazer novas amizades. O AMARELO é a cor ideal para as pessoas do número 3, pois ele aumenta a alegria de viver, o entusiasmo, a vitalidade e a energia para realizar todos os desejos em 2013. É ou não é a própria cara do Réveillon?


Se você chegou até o número 4 é sinal de que você sentirá necessidade de ter mais controle sobre a sua vida. É o momento de buscar estabilidade, tranquilidade e sossego. Por isso não é hora de grandes festas nem passar a noite na companhia de pessoas desconhecidas. A pedida é pelas festas em família ao lado de pessoas queridas e de sua confiança. Convide apenas os amigos mais próximos e comemore em um lugar que você já conheça, sem grandes surpresas. A cor VERDE tem o papel de limpar, refrescar e harmonizar este momento, para que o ano de 2013 comece com equilíbrio, desejo de solidez e estabilidade.

Quem chegou ao número 5 está em clima de movimento. Não significa que tenha que estar em um ambiente agitado. O movimento é no sentido das mudanças, das renovações. Portanto, algo inusitado é o mais indicado para essa noite. Pode ser uma festa a fantasia ou em um barco, um evento na praia ou um ambiente não convencional. A ordem é ousar,  sair do padrão. Terá vontade de mudar a maneira de vestir e, porque não, de ser. A cor para a noite é o AZUL-CLARO que diminui o caos, remove os bloqueios, aumenta o fluxo de energia vital e ajuda a trazer um clima de paz para 2013.


A energia da noite para as pessoas de número 6 será o amor. Não só o amor romântico, mas o amor universal. O clima será de aconchego, junto da família e das pessoas mais queridas. Na decoração não poderão faltar flores, música e muito calor humano. A paixão também estará presente. Vista-se com roupas confortáveis e elegantes e capriche na cor AZUL-ROYAL que ajuda a aumentar a sensibilidade das emoções e favorece o profundo entendimento. Use tecidos delicados, cuide bastante do ambiente para que uma energia de grande amor possa dar o tom da virada para 2013. Apaixone-se!

Nesta noite de Réveillon você vai preferir os ambientes calmos e quietos que possam ajudá-lo a se conectar consigo mesmo. O momento é de reflexão sobre o passado e suas influências para o futuro. É um tempo de renovação, de contemplação e de voltar-se para a espiritualidade de cada um. Não fique sozinho. Apenas escolha lugares mais recolhidos e pessoas que sejam significativas para você. Os bons pensamentos dessa hora se concretizarão no próximo ano. O LILÁS é a cor indicada para quem obteve somatório 7 pois ajuda a aumentar a intuição e perceber o que não é visível aos olhos. Comece 2013 com grande confiança em si mesmo.

A energia do número 8 traz a capacidade de tomar grandes decisões. Você está cheio de sonhos possíveis e este é o momento de planejá-los para realizar no próximo ano. Será necessária muita energia para encarar todos os projetos que irá concretizar. O ambiente ideal para passar esta noite é sofisticado, elegante, rodeado de pessoas bonitas, boa comida e um ótimo serviço. As cores ideais para as pessoas de número 8 são os tons que vão do BEGE ao MARROM, incluindo os TONS DE TERRA. Este número também é associado ao dinheiro e à estabilidade financeira. Comece 2013 com vitalidade, disposição e a certeza de que seus projetos irão se realizar.


Nesta noite você estará com uma enorme vontade de colocar um ponto final em tudo o que impede você de viver o futuro de maneira livre. Será interessante passar a virada com pessoas do seu passado, reencontrar antigos amigos ou algum lugar que lhe seja significativo. Desta forma, eliminar pendências e tomar importantes decisões sobre o seu  futuro estão em pauta. A cor indicada para as pessoas de somatório 9 é o ROSA. Ele trará um clima de abertura ao amor, ao perdão e ao esclarecimento de pendências. Em 2013, abra seu coração para o amor.


Desejo toda a sorte do mundo para todos que vierem até aqui. Estas dicas se não fizerem bem, muito menos farão mal. Vale usar a regra do branco, que parece ser a cor universal do Ano Novo, e mesclar com uma destas cores. Se não trouxer o que prometem, ao menos deixarão mais alegre e colorido o ambiente em que  você estiver. Portanto, que seu Réveillon possa ser um momento de renovação, reflexão, esperança, paz e muito amor... com quem você quiser!

Até breve.

Fonte: aparecidaliberato.terra.com.br

Em dia...

Eu já desconfiava. Muito tempo se passou desde a última postagem, porém, quando traduzido em números fica ainda mais significativo! Na matemática do blog, dezembro tem sido um mês "fraco". Apenas 3 postagens até essa e um impressionante intervalo de 12 dias entre uma e outra. Nunca havia ficado tanto tempo sem escrever desde que eu o criei, mas se pensar pelo lado positivo, postar menos significa estar vivendo mais. Não sobra tempo para quase nada. Às vezes me surpreendo com o tanto de coisas que consigo fazer em apenas um dia. E os finais de semana que, teoricamente, seriam de descanso e pouca atividade, também não têm sido usados para isto. Mas está bom! Viver é isso. Viver não é, ao contrário do que se pensa, esperar pelo melhor que virá. Viver é agora... e eu já falei isso tantas vezes aqui! Eu lamento pelas pessoas que acham este fim de ano algo desagradável, de lojas cheias e milhões de tarefas para dar conta. Eu não! Mesmo com todos os possíveis transtornos, eu adoro esta época. Adoro as pessoas felizes na rua. Adoro ter mais uma oportunidade de ajudar aos outros. Adoro poder comprar presentes e demonstrar o meu carinho pelas pessoas através de objetos cuidadosamente pensados para cada uma delas. Adoro as luzes de Natal e o trânsito caótico que parece levar todo mundo para o mesmo lugar da cidade. Isso, como eu disse, é viver! O que faz diferença entre mim e as pessoas que reclamam de tudo isso é que eu me dou o direito de parar para curtir cada momento desses... mesmo em meio a tanta correria!
Então, peço desculpas pelas ausências dos últimos tempos e aviso que o próximo post, se Deus quiser, escrito ainda hoje, será o "tão esperado" guia de cores para usar no Réveillon. Há quem deteste, há quem me peça para fazê-lo. As pessoas são assim... tão diferentes, tão múltiplas e todas sensacionais!

Até...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Crível ou Incrível?

O que é considerado incrível? Bem, pelo dicionário, algo sobre o qual não se pode crer. O que sai do convencional, do esperado, do previsível. Algo incrível pode ser visto como uma mentira ou algo que não acontece pelo simples fato de não poder ser explicado pela razão humana. Entretanto banalizamos o uso da palavra "incrível" quando a colocamos no meio de uma frase para classificar algo que foi, no máximo, "legal".
"Incrível" deveria ser usado somente quando falasse de algo sem justificativa. Que acontece a despeito de todas as probabilidades. Alguém que escapa de um acidente aparentemente fatal, algo que despenca de um lugar seguro sem que ninguém o tenha tocado, uma situação que foge à explicação lógica. Costumo dizer que é muita pretensão humana querer explicar tudo o que acontece. A ciência se utiliza da regra para prever o que acontecerá na situação seguinte, por isso, busca os padrões, as coisas tangíveis e explicáveis. Mas como ignorar histórias que, apesar de não terem explicação, continuam acontecendo aqui e ali? Histórias inimagináveis em que a realidade simples não acredita ser possível. Por outro lado, os olhos se traem vendo aquilo que não poderia ser, mas é. Nessa hora imagino aquela cena clássica de esfregar os olhos para tentar provocar uma nova imagem. Como disse Shakespeare "Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que julga a nossa vã Filosofia." E  quer saber sinceramente? Acho que é bem por aí! Como acreditar em um corpo humano completamente ao contrário do normal? Mas ele existe. Como explicar que em meio a uma multidão se possa achar um rosto conhecido em um lugar absolutamente improvável? Mas isso acontece. Quando pequena, fui a um show no Rio de Janeiro (tudo bem, eu já tive meus maus momentos... o show era do Menudo!) e o grupo com o qual eu fui partiu de Teresópolis. Em meio a milhares de pessoas, quando chegamos à arquibancada, encontramos com um primo que havia ido de Petrópolis. Qual era a probabilidade disso acontecer? Ou em outra vez, no Réveillon de Copacabana, com cerca de 3 milhões de pessoas, encontramos amigos com os quais não havíamos combinado. É como achar agulha em um palheiro. Incrível, mas acontece.
Por que nos recusamos a acreditar naquilo que foge à nossa compreensão embora esteja estampado na nossa cara? Porque nossos olhos aprenderam a enxergar assim. Sou absolutamente a favor da ciência, mas como produto do Homem ela também é falha. E que bom que é! Seria muito chato se tudo fosse passível de  comprovação, previsão, regularidade. 
Incrível é algo que excede à nossa compreensão, mas de tão real nos salta ao olhos tornando-se incontestável. Milagre, magia, energia cósmica, fé. O mundo não é cartesiano. Não é matemático. O mundo é um emaranhado de coisas que acontecem para nos mostrar que vale a pena acreditar. Seja no que for!

Que a vida siga nos surpreendendo. Que o dia de hoje seja sempre melhor do que ontem e que os milagres permaneçam acontecendo...

Até!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Coisas da Paixão

Dia desses li sobre os efeitos químicos da paixão no cérebro. Os sintomas sabemos todos de cor. Quem nunca sentiu? Ah! Se você não está nesta lista, perde o melhor da vida. Estar apaixonado é, inevitavelmente, sentir-se a alguns centímetros do chão. É sentir vontade de rir sem motivo, sentir calor e frio no mesmo instante. É sentir-se agraciado pela vida e não ter a menor condição de explicar o que acontece. Estar apaixonado é ter borboletas fazendo algazarra dentro do estômago enquanto o mundo para a nossa volta simplesmente porque o ser amado passou ao nosso lado. Quem se diz apaixonado e não sente nada disso está, na melhor das hipóteses, apenas interessado em algo ou alguém. Porque quem está, de fato, sob domínio de uma paixão não tem tempo de organizar as emoções. Sente tudo de uma vez só. É um estar permanente de bem com a vida. Desejar que a vida se congele desta forma. Há quem diga que a paixão só dura uma temporada. Prefiro pensar que ela se transforma de tempos em tempos. Não é necessário estar apaixonado por alguém. Pode ser por alguma coisa. E sendo alguém não precisa fazer um par romântico. 
Apaixona-se quem olha a vida com um brilho diferente. Apaixona-se quem se permite demorar longos minutos observando o que tantas vezes passa "batido" aos nossos olhos de todo dia. O frio na barriga tão característico deste estado pode ser conseguido com aquele beijo que arrepia de tão surpreendente, ou aquele simples presente desejado sem maiores pretensões e recebido acompanhado de um "você não tinha gostado? Então... comprei!". As sensações da paixão podem ser sentidas quando amigos demonstram afeto gratuito pela sua simples companhia, ou quando alguém de quem nada se espera lhe rende um elogio sincero. 
A paixão é algo que defendo desde sempre. Não se pode viver sem ela. A paixão é intensa, extremista, radical. Com ela não há meio termo, serenidade, tampouco sossego. Entretanto, sem ela, o cotidiano fica cinza, sem graça. Lamento pelas pessoas que não são apaixonadas. Que veem a vida passar como uma história escrita por outro. Não há idade certa para a paixão. Não há momento certo para deixar de senti-la. 

A hora é agora. Ainda que o agora dure para sempre!

Apaixone-se

Até mais.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Momentos mágicos...

O relógio avisava que a hora marcada já havia passado. Mesmo assim nos dispusemos a sair para fazer o que, então, havíamos nos programado para tal. Descemos o elevador e entramos em um táxi. Ir de outra forma até lá seria loucura. A viagem foi desagradável. Enquanto o ponteiro do velocímetro acusava 80km/h sentíamos como se fossem 150km/h. Apesar do incômodo o motorista nos deu uma notícia boa, sobretudo porque inesperada. Disse ele que o horário, ao contrário do que imaginávamos, ainda estava em tempo. Ficamos contentes, porém não nos apegamos muito ao fato. Seguimos pela rua, ladeiras acima e abaixo, tentando frear no banco de trás como se isso fosse possível. Chegamos ao local. Fomos até onde era permitido seguir. Como esperado, muitas pessoas estavam presentes. Descemos do carro. Atravessamos a rua até nos aproximar do lugar exato. De repente, enquanto procurávamos pela estrela da festa, ela nos encontrou! Mal pisamos o jardim onde esperaríamos pelo momento, e a gigantesca estrutura de metal revestida de sonhos nos fez perder o fôlego por um instante. Quando ainda procurávamos saber onde a árvore imensa e colorida apareceria, ela se iluminou linda, imponente, majestosamente perfeita. Bem na nossa frente!


Os gritos, aplausos e suspiros audíveis preencheram o vazio da expectativa. A energia que pairava naquele lugar era tão impressionante que tive vontade de chorar. Em seguida um espetáculo de fogos veio tornar a festa ainda mais emocionante. Foram quase 15 minutos de magia enquanto a grande árvore exibia seus desenhos de luzes coloridas e nos fazia a todos desejar que o clima de amor e paz, tão típicos desta época, pudesse perdurar por muito mais tempo. Foi impossível não se encantar com aquela manifestação! Sons de sinos e músicas natalinas tomaram conta do ambiente que mais parecia um réveillon de acordo com o clima. 
Saímos de lá extasiados com a beleza do que acabávamos de ver. Subimos a rua seguindo o fluxo de pessoas que tinham a mesma intenção: voltar para casa guardando em si um pouquinho da magia do momento. 
Mas como pensar em Magia do Natal sem falar de sua figura mais representativa (deixando um pouco de lado a questão religiosa)? Enquanto andávamos no meio da multidão avistamos, ainda ao longe, alguns caminhões contornados de luzes fazendo um desfile. No carro da frente, ninguém menos que ele: Papai Noel. Quem disse que ele não existe? Eu estava lá e não há quem me possa convencer de que o bom velhinho não exista. Na minha noite de Natal perfeita, naquela em que eu idealizo o melhor dos meus sonhos, ele está lá. E posso garantir que esta visão não é só minha porque enquanto ele passava pude ver o encantamento de todos que tiveram a sorte de dividir comigo aquele pequeno instante. Eram homens, mulheres, crianças, idosos, todos encantados com a Magia do Natal. Se pudéssemos ver, tenho certeza de que uma chuva mágica e dourada caiu sobre nós...
E todos os desejos daquele instante se realizarão...

É realmente incrível o que o acaso decide!


Até breve!