sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Contagem regressiva!

Toda vez a história se repete (ainda bem!)... um ano que termina, outro prestes a começar, muitas promessas e objetivos para cumprir no "ano que vem"... algumas pessoas se utilizam dessa expressão para sempre deixar as coisas importantes para o "ano que vem"... que vem e que nunca chega! (rs).
Além das promessas de emagrecer, voltar a estudar, se tornar uma pessoa mais generosa, fazer as pazes com quem não se fala há tempos, podemos dizer que a virada do ano traz consigo um sem número de rituais e simpatias que, para quem acredita, fazem toda a diferença no andamento do período que se inicia. Devo admitir que faço algumas delas. Se bem não fazem, mal muito menos!
Uma coisa que eu faço já a alguns anos é usar determinada cor no réveillon. Existe aquela "classificação" que todo mundo conhece sobre usar amarelo para atrair dinheiro, rosa para amor, etc. A que eu "sigo" é um pouquinho diferente. Depende da sua data de nascimento. Tem a ver com numerologia. A questão é a seguinte: Se você acredita, use por acreditar que pode fazer diferença na sua vida. Se você não acredita, fica como uma dica de moda, caso esteja sem inspiração para a noite da virada.
Para descobrir qual a cor que você deverá usar, faça a seguinte conta: Some os algarismos do seu dia e mês de nascimento e acrescente 6. Em seguida, reduza o valor a um algarismo. Se você nasceu no dia 17 de setembro, fica assim 1 + 7 + 9 + 6 = 23 ou seja 2 + 3 = 5.
Nos próximos posts vou falar um pouquinho da cor de cada um dos números assim como algumas sugestões do que usar.

Até lá!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Organize-se

Sou uma pessoa agitada. Não daquelas que não param quietas em um lugar, ou que não concluem as tarefas que começam. Acho que tenho o pior (pior?) tipo de agitação: a interna! Aquela inquietação que consome, que faz a cabeça dar mil voltas sem sair do lugar. Uma turbulência mental que faz com que queiramos transformar o tempo do mundo em produção... de qualquer coisa! Quando eu era pequena tinha dificuldade para dormir (hoje não tenho mais porque a exaustão toma conta de mim). Na verdade, sempre achei a ideia de "dormir" uma perda de tempo. Costumo brincar dizendo que eu durmo porque minha cabeça entre em curto, de tanto que eu penso. Mas olha só! Você há de concordar (por mais que adore dormir!) que colocar uma roupa especial, arrumar-se em uma determinada posição, esperar uma coisa acontecer, que você não sabe quando será e, que depois de algumas horas, você simplesmente não lembra! É ou não é a coisa mais esquisita do mundo??
Tá vendo como eu sou? Já mudei de assunto!!!!
Retornando...
A ideia de criar um blog, em parte, é para dar espaço - e voz! - a todas essas coisas estranhas e maravilhosas que povoam a minha cabeça criativa.
Posso me considerar uma pessoa habilidosa. Dizem que eu escrevo bem, e além disso sou capaz de inventar objetos, pintar e bordar (literalmente!), cozinhar, recortar, colar, enfeitar. Entretanto, tudo isso, se não obedecer a uma ordem lógica, não funciona. E é aí que o "bicho pega"!
Tenho a nítida sensação de que criatividade se opõe à organização (e a organização é prima-irmã da disciplina). Será que é assim? Será que tem que ser? Não sei... só sei que para mim funciona desse jeito.
Sou tão ruim com rituais, formulários, padrões (concorda que tudo isso é necessário para a organização?) que acabo não conseguindo colocar em prática tudo o que gostaria.
Tenho tanta dificuldade com organização que não consigo, sequer, concluir a agenda de um ano. Lá pelo mês de junho eu já abandonei o "caderninho". Graças a Deus eu tenho uma memória privilegiada... que se conserve assim! (rs)
Certa vez comprei um livro para me organizar. O nome, bastante sugestivo, é "Organize-se". A diagramação do texto também é genial. É feita toda em quadradinhos, com textos curtos, práticos, e com assuntos bastante variados. Digo que é genial, porque deve-se considerar que alguém que compra um livro desses não tem "organização" suficiente para seguir à risca todas as regras, logo, lê-se o que interessa.
Disciplina também é fundamental. Agradeço a mãe que tenho, pois como boa capricorniana que é, tentou de forma magistral me transformar em uma pessoa organizadinha. Tudo bem, ela não conseguiu... mas quem sabe como teria sido se eu tivesse uma mãe como eu? (posso imaginá-la lendo isso e dizendo que eu sou uma exagerada, que eu sou organizada sim, blá blá blá). Ela é que não sabe o esforço que eu faço para manter o mínimo... (rs)
Na verdade eu tenho uma organização pontual. Meus materiais de artesanato são organizados e as tarefas profissionais, também. Mas morre aí!
Voltando ao livro (a esta altura você, pobre leitor já está zonzo com tanto vai e vem!!!)...
Acabei de pegá-lo na estante para dar uma olhada. Descobri que comprei em 2005. Ah! Você pode estar pensando que eu sou uma pessoa organizada já que eu coloco a data de aquisição no livro, mas isso é possessividade mesmo! Meus livros têm 2 V´s (Vai e volta!). São todos devidamente registrados na primeira página com o meu nome completo e a data, para o caso de algum desavisado "esquecer" de quem pegou emprestado. Posso afirmar que o livro é bacana. Apesar dele já ter 6 anos na minha casa (admito: este foi mais um livro que eu comprei porque achei a capa liiiinda!) e eu não ter lido todo, uma dica ficou: Se você não usar uma determinada roupa por 6 meses, significa que ela não faz falta para você, portanto, desapegue e passe adiante!
Como não tenho o intuito de transformar meu blog em um guia de autoajuda, vou colocar apenas umas 5 dicas legais, ok? Quem se interessar, compra o livro, afinal, ele custa caro para ser produzido e eu não estou aqui para promover um "culto" à pirataria.
Organize-se: Soluções Simples e Fáceis para Vencer
Capa do Livro


1. Separe suas coisas em: Coisas que você usa ou aprecia e serão conservadas; Coisas que podem ser dadas a alguém; Coisas que irão para o lixo; Coisas que podem ser vendidas; Coisas que estão fora do lugar certo.
2. Jogue fora sem pensar: Calendários e catálogos velhos; Remédios com data de validade vencida; Ferramentas e utensílios enferrujados; Pés avulsos de meias; Objetos quebrados que não vale a pena consertar.
3. Se você não puder encontrar um objeto em 30 segundos, é porque ele está no lugar errado.
4. Se você tem dificuldade de se livrar de bugigangas, pense bem antes de levar alguma coisa para casa. Aprenda a dizer "não, obrigado" em relação às coisas que não quer ou das quais não precisa.
5. Mantenha uma pequena bolsa com alguns itens necessários em viagens, como escova de dentes, creme dental, fio dental, pente e outros objetos pessoais. Assim não precisará separá-los a cada vez que for arrumar a mala.

Ufa! É isso...

Quem sabe agora eu leia o livro todo!

Até mais.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vai viajar?

Quando você pensa em viagem qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça?

Na minha é "diversão"... tá certo que só isso não basta para sair do conforto da sua casa. É preciso algum planejamento, dinheiro, tempo e uma mala para arrumar! (aliás esta é a parte chata da história... mas eu vou dedicar, nos próximos dias, um post a ela...)
Além dessas coisas aí que eu citei, é importante escolher um destino. Há quem decida que uma viagem só é proveitosa se tiver praia... Há quem goste de aventuras radicais ou prefira ir para paraísos ecológicos... há os cosmopolitas, e os que gostam da paz e tranquilidade do campo. O importante é não ficar preso demais a roteiros e destinos, pois o grande barato de se viajar é sair do lugar comum!
Falando nisso...
Você já foi a Tiradentes - MG? Se a sua resposta é não, o que você está esperando? Este ano estive lá novamente... para quem mora no RJ, fica pertinho. É o roteiro perfeito para se fazer quando só se tem a disponibilidade de um final de semana. Tá certo que não é propriamente um lugar "baratinho", pois eles investem bastante no turismo e, como todo mundo sabe, preços para turista são sempre mais "salgados". Mas não chega a ser um lugar "carérrimo", não. Há opções para vários gostos (e bolsos!). A regra é mais ou menos assim: quanto mais perto da praça é a pousada, mais cara ela é.

Vista Panorâmica de Tiradentes
Para quem nunca esteve lá, Tiradentes é uma cidade pequena, que conserva arquitetura colonial e é um encanto! Com suas ladeiras de calçamento pé-de-moleque (esse é o nome dado a aquele calçamento antigo, de pedras irregulares!) torna-se indispensável o uso de calçado confortável e antiderrapante. Dica: Capriche no visual da cintura para cima, para as fotos saírem lindas, mas nos pés, uma sapatilha firme ou tênis são as melhores opções! Colocar salto, definitivamente, não é o ideal. Tudo bem que há quem não viva sem um saltinho, mas a questão é até mesmo de segurança.
Durante o dia, os turistas que vão e vêm pelas ruas entram de loja em loja para comprar produtos artesanais como: bijouterias, enfeites para casa, chocolates, licores, doces caseiros, imagens de santos... Alguns objetos são tão lindos que parecem feitos para a sua máquina fotográfica, mas atenção: Nem todas as lojas permitem fotografias. Elas indicam a proibição com cartazes nas portas.
Coleção de Namoradeiras (Lindas) !
A cidade parece que parou no tempo! As pousadas, as igrejas, os bares e restaurantes do local... tudo respira história. A pracinha central, com suas árvores frondosas são um convite ao descanso depois de caminhar pelas ruas sinuosas e irregulares.
A noite de Tiradentes também é uma delícia. Nada contra ir para lá quando solteiro, mas a cidade é especial para casais e famílias. Crianças brincam na praça, durante o dia ou a noite, com a tranquilidade que só as cidades do interior têm.
Para curtir a noite há opções de bares e restaurantes com muita variedade no cardápio.

Não é uma delícia de lugar?
Falando em cardápio, me lembrei de 2 coisas. A primeira é que, indo a Tiradentes, coma batata com queijo (trata-se de uma generosa porção de batata frita com queijo gratinado por cima... bom demais!). Tem em vários lugares ao redor da praça. Eu gosto muito de uma específica, mas esqueci o nome do bar (na época eu nem fazia ideia de escrever o blog... se soubesse teria prestado mais atenção, claro!). Outra coisa bem gostosinha por lá é a linguiça na cachaça. Essa, me lembro bem, fica no "Jardins de Santo Antônio". O atendimento, se estiver muito cheio, não é grande coisa, mas acho que vale a pena experimentar.
A segunda coisa que eu ia falar, é sobre o restaurante "Atrás da Matriz". Esse é o nome e a localização dele. Não é dos mais baratos não, mas vale a pena dar uma chegada lá. É um restaurante fino, especializado em bacalhau, peixes e pratos um pouco mais requintados. O ambiente, inclusive, é mais refinado que a maioria dos estabelecimentos da cidade. É um desfecho perfeito para a viagem.

Como eu suspeitava, falei pra caramba e ainda falta um monte... Tiradentes II vem aí! (rs)

Até lá!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Isso aqui (oô)...

Quem completou o título com a frase "... é um pouquinho de Brasil iaiá... " acertou em cheio. Como eu disse anteriormente, em um dos posts, eu gosto muito de viajar. Talvez não tenha ido a todos os lugares ou tão longe quanto gostaria, mas a questão é que respirar ares diferentes sempre traz uma sensação de renovação. O legal de uma viagem é que apesar de não parecer, é uma diversão bastante democrática. É um estilo de vida, eu diria. Mas é democrática porque você não precisa gastar rios de dinheiro para viajar. Você pode ficar em um hotel bacana ou acampar, e se divertir da mesma forma. Você pode almoçar em restaurantes caros ou em lanchonetes de rede. Usar avião, navio, carro, ônibus e há quem vá até de bicicleta! (rs)... você pode quase tudo!
Falando em poder quase tudo, um hábito que eu e meu amado temos é o de ir a supermercados locais para ver o que encontramos de peculiar. Há sempre coisas curiosas. Vale a pena fazer isso!
Pensando nisso, aí vai então um "TOP 5" de coisas a se fazer quando viajar.
1- Visite um supermercado. Observe as marcas, os produtos, fotografe se puder.
2 - Ande à pé. Os melhores passeios geralmente não são aqueles que só os turistas fazem.
3 - Aprenda algumas palavras locais. Dentro do Brasil há muitos "dialetos". Esforce-se para isso. E quando viajar para o exterior, não se contente apenas com a acomodação de falar inglês.
4 - Se possível, varie os dias em que passará no local. É muito interessante ver como a vida dos lugares muda, dos meios para os fins de semana.
5 - Tenha coragem de provar alguma coisa típica. O ser humano costuma escolher o que já é conhecido. Arrisque-se a provar um sabor diferente. Não precisa ser radical, mas vale a pena. É uma experiência única!

Picolé de Fanta - só na Argentina!
É isso!

Como qualquer boa roda de conversa, os assuntos vão mudando com tamanha velocidade que nem sabemos muito bem de que forma uma história levou até a outra. Se você, leitor, voltar ao início do texto, verá que a intenção era falar de viagens dentro do Brasil, mas a "prosa" foi caminhando, caminhando e quando me dei conta estava dando pequenas dicas de viagem -  qualquer viagem!

Aproveito este momento, então, para dizer, que os próximos posts serão para descrever as viagens brasucas... Aguarde!

Para finalizar, vou escrever aqui a pergunta que uma menina de 6 anos me fez, e que, acho, traduz bem o que eu estou tentando dizer desde o começo.

"Por que quando a gente viaja a gente sempre encontra uma coisa legal?"

Fofo né!

É por aí... essa é a sensação... sair do lugar de conforto para explorar novos mundos...

Até muito breve!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Money, money, money

Gente, esqueci de dizer (e vale muito a pena dizer isso!) que em Buenos Aires encontram-se várias agências do Banco Itaú. Tendo um cartão da rede Cirrus ou Plus, mesmo que não tenha conta nele, você pode sacar em pesos direto do caixa eletrônico. Eu não testei, mas como correntista, acho que também é possível sacar com o cartão da conta daqui do Brasil.

Vale a dica!

Até mais...

Mercado San Telmo II

Depois de um longo e tenebroso inverno (3 dias!) sem escrever cá estou eu, novamente.
Então... como eu disse no post anterior, San Telmo é uma festa e seria muita pretensão colocar toda ela no mesmo "salão"! Eu sabia que teria que escrever um novo texto. Na verdade, agora a ideia é mostrar um pouquinho mais desse lugar através de imagens, porque, como dizem, as imagens valem mais do que mil palavras... o resto, (ah!) só indo lá pra conhecer.
Antes de mais nada, preciso deixar claro (claríssimo, por sinal!) que o autor de todas as fotos de San Telmo, que eu postei aqui, é o meu digníssimo namorado (o Amauri Jr., mas não o da tv!)... é esse cara aí do lado que tem um blog de fotografia... vale a pena ir lá dar uma olhada também!
Coma mais frango - genial!

Mafalda! Mafalda! Mafalda!

Devia ter trazido um... fofo!
Cuias para todos os gostos

Homem com cabeça invisível
Aí foi mais um pouquinho de San Telmo. Espero ter feito sua imaginação voar!

Até mais!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mercado San Telmo

Este é sem dúvida, dos lugares que eu visitei, o mais incrível de Buenos Aires. No dicionário, a definição é:
Incrível - 1 Que não se pode acreditar, que não merece crédito. 2 Extraordinário, inexplicável. 3 Excêntrico, singular. sm O que é difícil de acreditar.
Tirando a primeira explicação, acho que todas as outras se aplicam a aquele lugar! A propaganda vende a ideia de um mercado de antiguidades, porém o que se encontra é muito mais que isso. A cada esquina uma novidade. Como qualquer comércio de rua, "quase tudo" é permitido. E é isso que torna San Telmo um espaço singular.
Saindo de La Boca, o bairro onde encontramos as casinhas coloridas do Caminito e o estádio do Boca Juniors - La Bombonera -, tomamos um táxi para ir a San Telmo. Em determinado ponto, o motorista nos avisou que dali em diante só seguiríamos à pé. Como qualquer pessoa em terra estranha, busquei uma referência do que eu já conhecia. Se tivesse que comparar a um lugar, eu diria que lembra a Lapa carioca. Talvez pela diversidade de atrações, talvez pela arquitetura antiga... não sei!
A chegada é meio "tímida". Passamos por um lugar estranho, uma rua não muito cheia, um viaduto meio esquisitão... seguimos andando para descobrir o que de tão interessante haveria por ali. A sensação que dá é que você entra em um "universo paralelo". Você vai se sentindo absorvido por um misto de cores , sons e formas tão vibrantes que em pouco tempo se perde a noção do que é real. A rua é muito extensa. Os olhos perdem o limite. O "mercado" oferece de tudo um pouco. São quadros, caricaturas, roupas, antiguidades, bijouterias, souvernirs... em meio a tudo isso, do nada, você encontra várias performances. Pessoas que se utilizam da arte - nas suas mais variadas formas -  para ganhar a vida. A impressão que se tem é a de que todas as pessoas que habitam aquela cidade se deslocam para San Telmo no domingo de manhã. 

Funcionam de verdade!
Vende-se de tudo um pouco! Equipamentos bem antigos, mas que funcionam de verdade. Eu me recordo de, quando passei por esta banca, ver uma menina escolhendo qual modelo de Polaroid ela levaria; a tradicional ou uma mais "moderninha" (leia-se como moderninha algo do tipo 1988). Em frente a esta banca, encontrei uma outra de saias de tecido, muito lindinhas, por sinal! (tive que comprar uma, claro! Custavam o equivalente a R$20,00. Há como resistir? Definitivamente não!).



Aí, quando você pensa que já viu de tudo, começam os artistas de rua... cada um com sua ideia, umas bem malucas, mas todas muito divertidas.  
Marionetes
Os shows acontecem o tempo todo. Tem de ilusionismo a apresentação de Tango. Mas o mais curioso da feira são os "stands" de personagens. São pessoas vestidas com fantasias diversas para que o turista pague para fotografar. Quem nunca viu não tem noção do que eu estou falando. Há reis, rainhas, homens das cavernas, guerreiros, princesas... mas o mais engraçado disso é que eles se vestem assim, mas não incorporam o personagem, então, você passa nas barracas e tem gente almoçando, outros fumando (nota: os argentinos fumam absurdamente!!!), o que torna o cenário ainda mais surreal.

Estátuas vivas lá tem aos montes. Essa febre é mundial! Eles aparecem nas mais diversas formas, mas a "bricandeira" é a mesma de todos os lugares. Pagou, mexeu! O resto é fantasia...
Andamos, andamos, andamos... (é bom ir com um calçado bem confortável! Eu segui a dica, mas mesmo assim, machuquei o pé e apelei para as havaianas... e leve as suas daqui, pois lá são bem carinhas... cerca de R$30,00 para as mais basiquinhas!)

Quando já estávamos cansados de andar por lá, ouvimos ao longe uma música e seguimos atrás dela. Em uma rua paralela, encontramos um "alento" em meio a tanta confusão...

Música de qualidade para um público que, muitas vezes nem se dá conta de tantos estímulos e apelos visuais, táteis, auditivos, olfativos e também para o paladar, porque a cada esquina encontramos ainda os vendedores de empanadas...

San Telmo é assim... uma verdadeira festa para os sentidos!

Ps.: Queria poder passar o próximo domingo lá... mas agora, só em pensamento!

Vale a intenção...

Até!

Feedback

É engraçado como as estatísticas, esses dados tão frios e quase indecifráveis, podem nos fornecer informações interessantes e que, curiosamente, nos aproximam das pessoas. Não sei se todo mundo sabe disso, mas os sites de blogs, como este que eu uso, fornecem um serviço de estatística. Não sei se podemos confiar cegamente (há tempos aprendi a não confiar cegamente em nada na internet!), mas por aqui tomo conhecimento de coisas como: público que acessa, horários mais acessados e assuntos de maior interesse.
E é aí que eu quero chegar...
Como eu disse no primeiro post, para se ter um blog é necessário ter o que dizer e, sobretudo, que as pessoas queiram ler. Como saber o que é interessante para os outros? Apenas testando, como eu tenho feito!
Claro que eu não pretendo deixar de ser eu mesma para escrever somente sobre os assuntos de maior interesse (dos outros!). Se o objetivo do blog é mostrar um pouquinho do que eu sou, deve preservar esse carater de "mix", tão próprio da minha personalidade.
Mas, como eu ia dizendo, o que fiquei surpresa em saber foi que apesar de ter um enorme prazer em descrever as minhas receitas, os posts mais acessados são os de viagem... eu, que pensava já estar saturando meu espacinho com historinhas de Buenos Aires, percebi que ainda há muito por dizer...  já estava até desistindo da ideia de falar sobre San Telmo, mas ganhei um novo motivo para "ressuscitá-la", e logo, logo, ela estará por aqui.

Deixe seu comentário, caro leitor! Através dele eu consigo saber para que lado levar a minha malinha virtual...

É sempre um prazer passar por aqui e conversar um pouquinho!

Até breve.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quem quer pão?

Como eu já disse, eu tenho uma relação estreita com a culinária. Há quem me diga que é muito trabalhoso e emenda com um "passo na loja e compro!"... mas a questão é que cozinhar, para mim, é mais do que preparar uma comida. É uma ligação direta com a capacidade de criar... acho que eu nasci pra isso: criar coisas, inventar! Por isso resolvi postar mais uma receitinha. Desta vez, uma receita que eu aprendi com uma amiga muito querida, a Lauren. É um pão judaico, usado nas cerimônias feitas pelos judeus todas as sextas-feiras, quando eles param todas as atividades ao por-do-sol e só as retomam no fim do sábado. É um pão "sagrado" e como eu não sou judia, e portanto não faço a oração que eles fazem enquanto o preparam, eu dedico as minhas melhores intenções enquanto misturo os ingredientes. Independente disso tudo, é uma delícia e vale a pena experimentar. Não é difícil de fazer.

Challah - Pão Judaico
Challah
(Lê-se Ralá, ou algo do tipo!)

1 envelope de fermento biológico seco (10g)
1 xícara de água morna
1 colher de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de óleo/manteiga*
1 1/2 colheres de chá de sal
3 1/2 a 4 xícaras de farinha de trigo
1/3 de xícara de açúcar
1 ovo
(manteiga*, ovo, açúcar e canela extras para polvilhar)

Misture o fermento, a água morna e a colher de sopa de açúcar. Deixe ativar (para quem nunca fez pão, o fermento começa a crescer e fica esponjoso). Adicione os outros ingredientes. Por último vá adicionando a farinha, uma xícara de cada vez. Misture inicialmente com uma colher. Quando perceber que já tem consistência suficiente para colocar a mão, jogue um pouco de farinha sobre uma superfície lisa e continue amassando o pão. Vá acrescentando farinha aos pouquinhos até a massa desgrudar das mãos. Cuidado para não colocar muita farinha, pois a massa pode ficar pesada! Continue amassando até que a massa fique lisa e uniforme. Deixe descansar de 2 a 3 horas em um local aquecido. Dica: Embrulhe a vasilha onde a massa estiver com toalhas de mesa e coloque-a sobre uma panela com água aquecida. A massa vai aumentar bastante de tamanho. Quando mexer nela, naturalmente vai murchar. (É assim mesmo!) Abra a massa com um rolo, pincele manteiga derretida. Enrole novamente, faça rolinhos e trance. Unte uma assadeira e coloque as tranças. Dê bastante espaço entre elas porque elas crescerão bastante dentro do forno. Pincele gema sobre os pães e asse em forno pré-aquecido em temperatura média, aproximadamente por 25 minutos, até que fiquem dourados. Uma outra opção é ao invés de trançar os pães, quando abri-los, colocar açúcar e canela sobre a manteiga pincelada e enrolar como um rocambole. Sobre o pão, pincelar a gema e polvilhar também com açúcar e canela. Assar como na outra versão.

Enroladinho com açúcar e canela
* Os judeus ortodoxos não misturam carne com leite na mesma refeição. Como este pão é feito para acompanhar qualquer refeição, eles nunca utilizam manteiga para fazê-lo. Na sua versão original ele é feito com óleo e margarina. Você escolhe, portanto, o que prefere usar.

Experimente!

A gente se vê...

Aproveite a vida!

A associação entre um lindo dia de sol e a possibilidade de diversão é direta. Mas não precisa ser! Vi esta foto no facebook e fiquei pensando em quantas coisas deixamos de fazer porque o dia não é "perfeito" para isso.
                                
Ontem o dia não estava propriamente lindo, mas mesmo assim, foi muito legal: Um lugar lindo, reencontro, risadas, crianças... o que mais é necessário? Acho que nada!
Esse papo me fez lembrar de outra coisa...
Há uns dez anos atrás eu comprei um livrinho, que em um primeiro momento me encantou pela capa (Sim! Eu compro um livro se a capa for linda e o título convidativo!). (rs)... Era um desses livrinhos que trazem algumas frases legais e pequenos "toques" para tornar a vida mais simples... coisa que a gente se esquece de vez em quando.
Este é o livro. Na época em que o descobri, gostei tanto que resolvi presentear várias amigas. Soube depois que elas também gostaram tanto que repetiram a atitude. Muito legal! Aí vão alguns conselhos:
1. Seja simples;
2. Corra um risco por dia. Mesmo que no começo ele seja bem pequeno;
3. Apresente seus amigos que ainda não se conhecem. Na sua casa.
4. Reduza o ritmo.
5. Quando discutir com pessoas queridas, deixe-as ganhar. Escolha ser feliz em vez de ter razão.
6. Se tudo fosse possível o que você mudaria em sua vida? Encontre pelo menos três ideias.
7. Aceite a vida como ela é.
8. Dedique seu tempo ao essencial. O que não é essencial, é inútil.
9. Pegue os folhetos que lhe deram na rua. As pessoas recebem para fazer esse trabalho.
10. Aprenda a dizer "Eu te amo" em italiano, hebraico, grego, japonês, árabe, chinês, russo, sueco, espanhol, francês, inglês ( Ti amo, Ani ohev otar, S´Agapo, Ai shite imassu, Bahibak, Wo ai nei, Ya liubliu tiebia, Jag alskar dig, Te quiero, Je t´aime, I love you)

Sensação de alma lavada!

Até mais...

domingo, 27 de novembro de 2011

...

Ninguém = Ninguém

há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há tanta gente pelas ruas
há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente sinta
(se é que sente) a mesma indiferença

há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há palavras que nunca são ditas
há muitas vozes repetindo a mesma frase:
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente minta
(descaradamente) a mesma mentira

todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros

há pouca água e muita sede
uma represa, um apartheid
(a vida seca, os olhos úmidos)
entre duas pessoas
entre quatro paredes
tudo fica claro
ninguém fica indiferente
(ninguém = ninguém)
me assusta que justamente agora
todo mundo (tanta gente) tenha ido embora

todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros

o que me encanta é que tanta gente
sinta (se é que sente)
ou
minta (desesperadamente)
da mesma forma

todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
todos iguais
todos iguais
tão desiguais...
tão desiguais...

sábado, 26 de novembro de 2011

Somos todos iguais? Ou somos todos diferentes?

Plaza Dorrego Bar

 
Tudo bem... o nome, convenhamos, não é dos melhores, mas o fato é que o bar é um capítulo a parte em Buenos Aires. Para situar, ele fica na feira de San Telmo e é uma verdadeira atração.

O sanduíche é famoso! - (esta placa fica na parede do bar)

Estávamos nós cansados de andar pela feira quando decidimos comer alguma coisa. Em uma esquina, uma Starbucks Coffee (um rosto conhecido em terras estrangeiras)! Do outro lado, um bar, desses que parecem estilosos, porém beeeeeeem estranhos. Resolvemos mergulhar no escuro... entramos no bar pra lá de esquisito. Eu, com meu "medo" habitual, olhei em volta e pensei imediatamente: Não vou dar conta disso aqui!... O bar era, apesar de tudo, muito bonito. Parecia uma daquelas farmácias (pharmácias?) de antigamente com seus armários de madeira muito escura chegando quase até o teto. O chão, de uma cerâmica fosca, certamente gasta pelo tempo, quadriculada em branco e preto. E sobre ela, um sem número de cascas de amendoim, que descobrimos a razão logo que escolhemos uma mesa para sentar. A mesa também era um tanto estranha, tipo carteira de escola, meio arranhada, já meio sem verniz, mas “curada” de tantos banhos de chopp e passadas de pano úmido, com uma aparência de outros tempos. Voltando à "decoração" do chão, passamos a entendê-la quando o garçom, por cortesia da casa, nos colocou um prato desses amendoins com casca para nos distrair enquanto pensávamos no pedido. Com receio de comer qualquer coisa naquele lugar resolvi optar por um sanduíche de queijo, afinal, pensei ser o mais inofensivo. Meu namorado, mais corajoso, foi logo pedindo um sanduíche de lomito, que exatamente por ser carne, já fui logo descartando (não sou lá muito fã de carne!). Veio o meu “triple de queso” e o “lomito dele”... este aparentava um pão seco, sem absolutamente nada para dar uma molhadinha, com um grande bife dentro. Tão grande que não cabia no pão. Ele deu a primeira garfada, e pela facilidade do corte vi que a carne era extremamente macia. Tive vontade de provar... foi aí o meu erro! Depois daquela carne, o meu humilde pão com queijo parecia papel. Minha sorte foi que (não basta ser namorado, tem que participar!) vendo o meu desapontamento, meu namorado cedeu boa parte do seu sanduíche pra mim e comeu um pedaço do meu! Tudo bem, ele pediu mais um lomito para ele depois, mas vamos valorizar o gesto de generosidade do rapaz, né? (rs)
Enfim... esse é mais um lugar que eu recomendo em Buenos Aires. Indo a San Telmo (diga-se de passagem: parada obrigatória por lá!) vá ao Bar Plaza Dorrego e peça o sanduíche de lomito. Posso garantir que você não vai se arrepender. Eu tomei chopp neste dia. Eles servem incrivelmente gelado em canecas... é uma boa combinação! Mas se preferir, pode pedir uma Pepsi (Coca-Cola é artigo difícil nos bares de lá).

Até breve!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Buenos Aires 2!

Acabei de ler um comentário falando sobre Buenos Aires aqui no blog e fiquei pensando no quanto ainda há por descobrir naquela cidade. Aliás, no comentário em questão, é citado o Mercado San Telmo... diga-se de passagem um capítulo a parte! Nos próximos dias vou dedicar um post exclusivo a este lugar simplesmente genial. Ainda não o fiz porque dependo das fotos que estão com o meu digníssimo namorado, afinal, na verdade, ele é o homem das lentes...
Valeu, Suzana... se tiver foto da estátua, me manda que eu posto aqui com uma dedicatória especial a você! (rs)

A gente se vê!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Você tem fome de quê?

É... Buenos Aires entrou pra valer na minha lista de cidades preferidas... tudo bem que há muito por conhecer, mas não sou propriamente uma iniciante em viagens... como curiosa que sou (há séculos atrás tive um blog chamado Alma de Pandora, mas não fui perseverante... isso é papo pra outra hora!) gosto de buscar coisas que sejam locais, turísticas ou não, para conhecer as peculiaridades.
Então, voltando ao assunto...
Fui apresentada às empanadas portenhas. Ah! Antes de mais nada, devo comentar que sou apaixonada por cozinha. Gosto de testar receitas, experimentar, transformar coisas que não deram muito certo em receitas novas e tal. Muito bem! Voltei de Buenos Aires com a ideia de reproduzir em terras brasileiras o pastelzinho mais famoso daquelas bandas. E fiz! Busquei na internet uma receita (achei várias, claro!) e resolvi testar a que eu considerei mais "convidativa". Vou reproduzi-la aqui, pois ficou beeeem gostosa.

EMPANADAS

1 kg de farinha de trigo
200g de manteiga sem sal (não muito gelada para não ficar dura demais)
1 colher de sopa de sal (eu coloquei só 1 de sobremesa)
Água morna até dar ponto

Misture a farinha com o sal e a manteiga. Mexa com as pontas dos dedos para virar uma farofa. Em seguida, faça um buraco na mistura e vá colocando a água. (Eu usei mais ou menos um copo e meio daqueles de requeijão, mas vale a pena ir colocando aos poucos para não errar). A massa fica meio elástica, macia, mas não muito leve. Deixe descansar. Não é obrigatório, mas a massa abre melhor se ficar na geladeira, dentro de um saco plástico ou vasilha tampada, de um dia para o outro. Depois disso é só abrir a massa, cortar em círculo para fazer os pasteis, rechear e umedecer a borda para poder fechar. Pincelar com gema para ficar bonito. Dica preciosa: é importante dobrar as bordas pois eles abrem no forno se não fizer isso! Assar em forno pré-aquecido até dourar. Mais ou menos 20 minutos. Rende aproximadamente 30 pasteis desses da foto.

O recheio original é de carne picadinha (não é moída!), ovo cozido e azeitona para quem gostar. Mas a gente também encontra de queijo com presunto, queijo com cebola, frango. Vale a criatividade! Aí vai a foto das minhas.

 Aí estão! E ficaram boas, viu?
Crocantes, macias e muito gostosas. Não é porque foram feitas por mim não, mas vale a pena tentar. É fácil, fácil!

Até mais!