segunda-feira, 29 de abril de 2013

{Des}ordem

Mudanças são difíceis. São necessárias e dolorosas. Mudanças causam desconforto mesmo quando acontecem para melhor. São processos de desapego e troca. As mais complexas são aquelas que acontecem dentro de cada um. Porque até as mudanças de lugar exigem antes uma mudança interna. Somos, por natureza, agregadores. Somos acumuladores. Acumulamos bens, lixos, sentimentos, relações. E quando é preciso mudar nos vemos mergulhados em um emaranhado de coisas inúteis que estão ali pelo simples fato de não termos mexido nelas. E é aí que percebemos o que, ao longo de tanto tempo, não quisemos nos ocupar. Certa vez vi um japonês especialista em alguma coisa que eu não lembro, defendendo uma teoria muito interessante. Pena que não colocamos em prática cotidianamente. Ele dizia que fazer bagunça é perda de tempo, porque em algum momento, as coisas terão que ser arrumadas, então é mais fácil colocá-las sempre em seus devidos lugares. Tão ridículo quanto genial! Tenho certeza de que se fizéssemos disso um hábito, guardaríamos muito menos coisas imprestáveis. O mais absurdo disso é que sabemos o quanto estes objetos nos são inúteis. Porque se valessem alguma coisa já os teríamos trocados por algo que realmente tivesse sentido. Então, por que não os jogamos na lixeira sem dó nem piedade? Acho que temos preguiça de pensar. Vivemos tão focados em coisas que julgamos importantes, que pensar naquele folheto do supermercado nos parece sem razão. E aí, ele fica ali, em cima da mesa ou em um canto qualquer, até o dia em que nos munimos de força de vontade, tempo e uma boa dose de tédio para,enfim, descartá-lo. Se todos os acúmulos que carregamos conosco fossem folhetos de supermercado nem seria tão grave. Os piores tipos são aqueles que não vemos. Não têm uma forma física, não ocupam espaço em casa, mas têm um peso tão grande que são capazes de nos manter imóveis, tamanha dificuldade de nos movermos para além deles. São os acúmulos de relações frustradas, sentimentos negativos e tarefas inacabadas. Por que estes são pesos tão difíceis de tirar dos ombros? Como são muito grandes, vão descendo pelas costas e percorrendo todo o corpo, até chegarem nas pernas impedindo que estas caminhem livremente. É assim que acontece. E da mesma forma que os entulhos que podemos tocar, os intangíveis vão entrando em nossas vidas, endurecendo os músculos e tornando a visão de um céu azul em tenebrosas nuvens de chumbo. Não é de uma hora para a outra, mas como estamos voltados para as "questões nossas de cada dia", vamos deixando a porta aberta, permitindo que isso aconteça. Por isso, quando decidir pela mudança, comece pelas pequenas. Aos poucos provocará uma grande mudança. E se for preciso optar por uma que seja mais radical, não se esqueça antes de se desvencilhar daquilo que não serve.
A vida não precisa de mais peso. O alívio que se sente quando nos livramos do que já não cabe mais em nós é sem tamanho.

Livre-se e seja livre!

Até breve.

sábado, 27 de abril de 2013

Adultos são chatos...

Adultos são chatos. Os que não são é porque conservam a alma infantil. Adultos são responsáveis, sensatos, sérios, maduros. Ou deveriam. Quando nos tornamos adultos? Será quando casamos ou saímos de casa? Quando deixamos de ser filhos para sermos pais? E que espécie de adulto somos quando nos recusamos a crescer? Problemáticos, diriam os especialistas. Crescer é inevitável. Somos arrastados pelas mudanças e se nos desviamos delas na próxima esquina elas nos atropelam. Não tem jeito. O destino de uma criança feliz é se tornar um adulto chato. Bom mesmo é ser adolescente. Nem lá, nem cá. Pena que eles não saibam disso. Ser adolescente é ter uma energia inesgotável, um futuro infinito, uma imortalidade momentânea. O adolescente pode tudo, e o que ele não pode, ele dribla. Ser adolescente é ter uma capacidade imensa de rir da vida, de dar de ombros para os conselhos dos mais velhos, é achar que nada o atinge. Eles são capazes de mergulhar de cabeça tão intensamente nas coisas que isso lhes permite declarar estar em um relacionamento sério quando este tem apenas uma semana de vida. E assim será, até o próximo relacionamento sério. O que, para eles, nem é constrangedor!
Faço questão de, dentro da minha chatice de adulta, conservar alguns hábitos que mais se parecem com os de uma adolescente. Talvez o intenso contato que mantenho com eles me facilite. Continuo cantando muito, sobretudo enquanto dirijo, e nem me importo se passo como louca que fala sozinha. Rio mais do que a maioria das pessoas que conheço. Choro na mesma proporção. Falo o que penso, ainda que com jeitinho. Gosto de piadas bobas, seriados de TV, deitar na cama e não fazer nada por uma tarde inteira e me sentir ótima com isso. Tenho mania de achar que dou conta de tudo, que está tudo errado em volta, que os romances são tudo o que realmente importa na vida. Aliás, a palavra "TUDO" deve ter sido inventada por um adolescente, afinal, os extremos fazem parte dessa etapa. 
Não posso negar que tenho meus momentos adultos. Sou obrigada a tê-los. Não gosto, mas tenho. Trabalho, respondo por meus atos, cuido de outras pessoas. Preciso ser mais que adulta em certas situações. Essa é a vida. 
Que possamos então ser adultos com uma alma mais colorida. 
Que no fim de semana possamos tirar a fantasia e voltar a ser docemente irresponsáveis.
Que o mundo seja cada vez mais repleto de crianças e que os problemas nos deem as costas.

Que seja agora! Que seja sempre...

Até mais.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Muito além das listras brancas...

Há tempos venho observando. A vontade de escrever sobre o assunto não é de hoje. Estou falando dos pedestres quando atravessam na faixa. Tudo bem que essa história de usar a faixa de pedestres da forma adequada é recente no país. Até pouco tempo atrás, as notórias listras brancas no asfalto cinzento eram tão somente uma decoração. Mas foi então que de uns anos para cá os brasileiros descobriram porque elas estavam ali. E começaram, então, a se adaptarem à sua função de sinalizar para quem queria cruzar para o outro lado da rua. Há quem pense que a travessia é simplesmente um andar para a margem oposta, mas não é bem assim.
Para quem não sabe, os motoristas só tem obrigação de parar para os pedestres em locais onde a faixa fica distante dos sinais de trânsito. Quando a faixa se localiza abaixo do semáforo é necessário esperar até que este sinalize que o caminho está fechado para os carros. Entretanto, há pedestres que pensam que bastou colocar o pé na faixa e todos se congelam esperando o seu lento caminhar. 
Mas o meu assunto aqui não é analisar o comportamento politicamente (in)correto do trânsito. Estou falando mesmo é de como as pessoas atravessam a faixa. Muitas vezes estamos tão absorvidos pelo excesso de coisas que não prestamos atenção, mas chega a ser hilário em alguns casos. Tem o pedestre tímido que é aquele que atravessa de cabeça baixa, com vergonha de estar em evidência enquanto carros de um lado e de outro param para admirar sua caminhada. Tem o "calouro do Chacrinha", que é aquele que levanta os braços e acena festivamente para os carros parados como se estivesse entrando no palco pra cantar alguma música brega. Tem o pedestre "celebridade" que aproveita os seus 15 segundos de fama para caprichar no desfile. Tem o indeciso que, mesmo com os dois lados parados e esperando por ele, fica pensando se deve mesmo ir. Tem o prepotente que empina o queixo e, antes mesmo do carro parar, já começa a travessia com ar de superioridade, de que é obrigação do motorista dar passagem a ele. E só para finalizar, tem o pedestre "facebook" que ao caminhar sobre a faixa dispara um "curti" com a mão em sinal de agradecimento. Fico pensando, quando atravesso, qual destes tipos sou eu quando exposta à mesma situação. Sim, porque mesmo estando a bordo de um carro na maioria das vezes e parando para estes pedestres inusitados, em alguns momentos eu também estou do lado de lá. Vai saber o que os motoristas da vez estão pensando sobre mim?
(...)
Aposto que depois de ler este texto você também começará a prestar mais atenção nas pessoas quando atravessam a faixa de pedestre. É uma diversão!

Até.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um dia estranho

Alguns dias são simplesmente estranhos. Nem sempre os motivos que os tornam assim são nítidos. Eles simplesmente são. De modo geral a resposta está muito mais dentro de nós do que fora. Por que permitimos que isso aconteça? Talvez porque ficar sempre feliz exija um esforço sobre-humano. Talvez porque nosso organismo precise de uma certa dose de introspecção para não sair voando e cometendo loucuras eufóricas por aí. Talvez ainda porque o estranhamento vez por outra contribua para nos desvencilharmos da mesmice nossa de todo dia. Na verdade estes dias são chatos. E a chatice é tão forte que dificilmente algum acontecimento legal tenha vez nesse período "das 24 horas esquisitas".
Os dias estranhos são aqueles em que não vemos graça em muita coisa, a paisagem se reveste de cinza e uma chuvinha passa a ser até providencial para completar o cenário. Afinal, dia estranho e céu azul não combinam!
O perigo de um dia assim é ele ser seguido de outro e outro e outro dia estranho. Há pessoas que vivem assim. Eu só me permito viver um desses de vez em quando. Hoje é um deles! E olha que até começou com a promessa de ser mais um dia legal como tantos outros, mas não foi. Ele passou por mim e eu deixei. Eu não fiz qualquer esforço para que ele não tomasse conta de mim. Eu apenas deitei na minha cama e deixei. Não dormi, não saí, não me diverti. Eu tão somente permiti que este dia estranho se instalasse. 
Definitivamente não é agradável viver um dia assim, mas ele serve para que possamos dar mais valor à normalidade tantas vezes vista como "incômoda". Aí vemos que o habitual às vezes é melhor do que o extraordinário. Vemos que não receber notícias às vezes é tudo o que precisamos. Vemos que chegar à exaustão de tanta atividade é melhor do que não ter nenhuma. 
Às vezes a rotina é a melhor forma de entender o quanto se é feliz!
Mas hoje é só um dia estranho... 
Amanhã tudo volta ao normal...

Ainda bem!

Até amanhã.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cravo e Canela

O outono finalmente chegou. Para ser mais correta, já se vai quase um mês. Há quem torça o nariz só de pensar no tempo esfriando um pouquinho. Eu, do meu lado, não vejo a hora para que isto aconteça. Sou do tipo que acredita que cada coisa tem seu tempo. Que há momento para o frio, assim como para o calor. Há o momento do agito e o da calmaria. Não podemos negar que as pausas e mudanças são necessárias para tudo. Sou mais adepta das baixas temperaturas, mas confesso que um dia mais quentinho de vez em quando é bom para dar um descanso. Depois o termômetro pode despencar novamente.
A ebulição do verão ganha aconchego no frio que embala as noites de outono. Se o calor é micareta, o frio é música clássica. O calor é efervescente, colorido, barulhento. O frio, paz e tranquilidade. O calor é desapego. O frio é abraço. No verão ficamos expansivos, alegres, exuberantes. Já no outono nos permitimos a intimidade, o envolvimento.
É no outono que experimentamos as longas conversas banhadas a meia luz, em torno de algo que aqueça, conforte e agregue. É também nesta época que nos alimentamos, por dentro e por fora, nos preocupando muito mais com o conteúdo do que com a embalagem. Só na primavera nos daremos conta dos estragos provocados. No tempo do frio não nos importa esculpirmos nossos corpos. Parece que resgatamos a nossa essência mais "encorpada" de outras eras. Somos um pouquinho mais "nós mesmos" e menos "os outros". No frio estamos mais fechados para as novidades, mas consolidamos nossas ideias. Se as paixões são mais evidentes no calor, é no frio que os grandes romances florescem. O outono é a cara do amor. Não é a toa que o dia dos namorados é nesta estação!
Esta semana o ventinho gelado começou a dividir a paisagem com o céu incrivelmente azul.Típico da época. Como são lindos os dias do outono! Como são indescritivelmente envolventes! Sinto como se a natureza convidasse à contemplação. Uma pequena parada para admirar as tardes lindas e frias que o tempo seco produz.  As noites, cada vez mais longas, remetem ao repouso necessário para a próxima floração. É tão insano quanto inútil fugir dos sinais que a natureza nos dá. É o ciclo da vida! Animais e plantas respeitam isso muito mais do que nós. Logo os seres humanos, tão evoluídos, não conseguem perceber o que há de mais essencial!
Por isso, no frio, curta o que ele tem a oferecer!
Durma, coma, crie, aconchegue, contemple, fortaleça, compartilhe, abrace, sinta, veja, amadureça, viva e aproveite...
...depois o verão chega novamente!


Ps.: O titulo? O cheiro e a temperatura do outono me reportam a Cravo e Canela. Delícia!

Até!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Apenas mais uma de amor...

Gosto de quem me faz rir. E olha que isso nem é difícil! Pessoa de riso fácil como sou, posso concluir, a partir disso, que gosto de muitas pessoas. Em geral as faço rir também. E como isso é fantástico! Não sei se é melhor fazer rir ou simplesmente dar gargalhadas com as coisas mais banais da vida.
Em um homem o senso de humor é das coisas que mais aprecio. Claro que não posso deixar de mencionar a inteligência, mas já ouvi dizer que eles andam de mãos dadas. Algo como ser preciso ter inteligência aguçada para tornar as coisas simples, engraçadas.
Meu amor é alguém que me faz rir. Não sei se lamento por ele não mostrar muito isso por aí ou se me sinto privilegiada por ser brindada com suas "palhaçadas". Sim, ele é do tipo que faz essas coisas. Costuma me dizer que faz isso para mim porque eu rio. Precisa de plateia para que a coisa aconteça! E eu rio mesmo... ah! Como eu rio...
Meu amor também é tímido. Não é dado aos grandes agradecimentos, elogios ou declarações explícitas de amor e admiração. Talvez preferisse até que eu não escrevesse nada disso. Mas se deixo de fazê-lo, deixo um pouquinho de ser eu também. E, sinceramente, acho que no seu silêncio interior, se saber amado, se saber descaradamente amado é se sentir especial de certa forma... no fundo, acho que ele gosta!
Talvez eu faça o que gostaria que ele fizesse. Não sei explicar o que me fez  vir até aqui dizer estas palavras, mas senti uma irresistível necessidade de dizer ao "mundo" que o que vivo é real. Que é possível ser feliz de maneira simples. É possível ser feliz todos os dias, ainda que não o dia todo. É possível querer acordar ao lado da mesma pessoa para sempre, ainda que as contrariedades surjam aqui e ali. É possível sentir-se apaixonado por mais tempo do que acreditam as pesquisas. Vim dizer que é permitido sonhar com o real e que o possível nem sempre é se contentar com pouco. Às vezes, o possível é providencial.
Sonhamos com a perfeição, mas é a imperfeição que torna as relações desafiadoras e, por isso mesmo, deliciosas. Perfeição é coisa pronta. Gosto dos processos. O resultado é consequência.
Meu amor é alguém que me acolhe e me lança ao desconhecido quando percebe que uma coisa é mais importante que a outra naquele meu momento. Talvez saiba mais de mim do que eu mesma. Talvez eu seja um pouquinho mais eu quando estou com ele. Talvez porque veja nele o espelho de mim. Nem sempre a imagem é nítida, mas se olhar atentamente posso identificar muito de mim naquele que é, por isso mesmo, tão diferente.
Por este texto posso concluir que gosto de quem me faz rir, de quem não se expõe gratuitamente, gosto de quem me acolhe e me desafia.

Gosto de quem me traz tudo isso...

Ainda bem que ele também gosta de mim!

Até.


domingo, 7 de abril de 2013

Querido diário!

Nunca pensei que o blog me seria útil para isto, mas acabei de me dar conta de que ele serve como um registro da minha história. Sim, um diário eletrônico que mostra não só as coisas que eu vivo a cada texto, mas um resgate de quem eu era tempos antes. De vez em quando dou uma olhada nos arquivos em busca de algum post esquecido, algo que eu gostaria de compartilhar novamente, experiências que foram descritas de maneira interessante ou até mesmo a memória sobre algum assunto já falado. Houve um tempo em que eu me recordava facilmente de tudo o que era escrito aqui. Hoje isso já não é mais possível...
Fazendo uma busca, resolvi voltar ao dia 07 de abril de 2012, ou seja, exato 1 ano atrás. Quem era eu naquele momento? O que havia acontecido recentemente na minha vida e o que, afinal, eu tinha para contar? Descobri uma pessoa feliz, de bem com a vida, cheia de alegria. Muito diferente de hoje? Acho que não, mas certamente a minha vida mudou muito de lá para cá. Quantas coisas aconteceram? Quantas novas expectativas foram criadas e vêm sendo concretizadas desde então!? Tive momentos bons e outros nem tanto... coisas da vida. Conheci gente nova, novos lugares, venci meus medos, me testei, reformulei antigas crenças. O saldo, certamente, foi muito positivo!
Naquela ocasião, há um ano atrás, eu havia acabado de assistir a um filme que me inspirou e me encheu os olhos de belas imagens. Eu celebrava a sensação de bem-estar e relatava o quanto estes pequenos momentos me traziam novas forças. Descrevi um mundo ingênuo e cor-de-rosa, onde o que valia era a delicadeza da fantasia e não a crueldade da vida real. Percebo hoje que a minha visão do mundo, que insisto em manter mais coloridinha do que cinza, permanece igual. Vejo que apesar de qualquer tristeza, a alegria prevalece e insiste em fazer sua casinha por perto. Ainda acredito nos contos de fadas, nas princesas (que me recuso a ver apenas como carinhas bonitas e alienadas), nas histórias de amor e que o bem sempre vence no final. Acredito que "o beijo de amor verdadeiro" é mesmo a coisa mais poderosa do mundo!
Engraçado que o texto do ano passado finalizava falando do filme "Encantada", que eu já assisti milhares de vezes e adoro cada vez que o faço. Coincidentemente (ou não!) este filme passou novamente na televisão hoje. Considerei um presente do "acaso" para mim... talvez para me dizer que não importa o que haja, existe um monte de motivos para acreditar que dias melhores sempre vêm e que o amor e a alegria devem ser os combustíveis que movem os nossos dias. 
Assim como há um ano atrás, certamente o restinho deste domingo ficou mais leve... 

Desejo uma delícia de semana para você que está lendo este texto!

Até breve!

Ps.: O texto de 07 de abril de 2012 chama-se "Bem-estar-bem!" 

terça-feira, 2 de abril de 2013

My romance...

Nunca me considerei uma pessoa romântica. Para minha surpresa, certa vez, uma pessoa que dizia saber ler mãos me disse o contrário. Ao ver não sei o quê na minha mão, disse ela, categoricamente, que isso estava muito claro. Desconsiderei na hora, afinal, eu não me via assim. Hoje, muitos anos depois, acho que ela estava certa. Eu sou uma pessoa romântica. E que mal há nisso? O que havia de tão vergonhoso em se render ao amor? Não sei... apenas mais um dos muitos enganos da juventude, provavelmente!
Eu me derreto ao ver declarações explícitas de amor e me pego desejando que o mesmo me aconteça. Gosto de rosas, de surpresas, de manifestações de afeto. Acho lindo quando um homem demonstra à sua cara metade os seus sentimentos. Aliás, o termo "cara metade" já é característico de quem pensa de forma romântica! (A quem eu queria enganar? rs)
Fico tocada ao ver pessoas improváveis formarem casais de uma vida inteira. Pessoas que tinham tudo para levar uma vida sem vínculos ou desdenhar dos "caprichos do coração" se entregam a viver uma relação onde o que importa é a cumplicidade e o companheirismo, seja na loucura própria de cada um. Dia desses  vi o vocalista do "The Cure" falar do seu casamento de algumas décadas com a mesma mulher... quem poderia imaginar que um cara com visual absolutamente alternativo, que faz um som igualmente incomum pudesse ser assim?
Acho lindas as loucuras por amor. Não do tipo Romeu e Julieta que são muito mais chegadas a tragédias gregas do que a histórias românticas. Falo das grandes manifestações, das mobilizações gigantes para fazer um pedido de casamento ou pelas singelas mudanças de rumo na própria vida para compartilhá-la com alguém.
Gosto do amor que é simples exatamente porque genuíno. Gosto dos romances doces e tantas vezes colocados em segundo plano por não serem reais. Quem inventou, no entanto, que tinha que ser real? Que se conserve como sonho, como encantamento que não cabe no cotidiano, como cheiro de novidade. Que seja lindo, que seja feito de breves momentos, mas que seja capaz de tirar do ensimesmamento, porque de realidade estamos cheios!
Que seja perfeito porque visto desta forma. Que seja luminoso! Que seja capaz de iluminar...
Sou romântica sim, e do pior tipo... do tipo incorrigível...
Ainda bem!

Até o próximo sonho.

domingo, 31 de março de 2013

É Páscoa!

Páscoa
Passagem
Vida nova
Crescimento
Vitória
Mudança
Alegria
Movimento
Novidade
Crença
Força
Paz
Família
Criança
Fé
Esperança
Luz
Aliança
Construção
Fogo
União
Caminho
Verdade

Deus.

Feliz vida nova!

Até mais...

quinta-feira, 28 de março de 2013

'Lava' roupa todo dia...

Quando alguma coisa me aborrece, principalmente se me deixa irritada, costumo debruçar no tanque para lavar roupa. Insano? Esquisito? Talvez um pouco de cada, não sei. O que eu sei é que um bom trabalho braçal é capaz de fazer maravilhas em uma cabecinha confusa. A cada peça esfregada parece que vão embora com a água todos os pensamentos inoportunos. Há quem prefira fazer uma faxina. Também serve. Compras de supermercado eu não aconselho, uma vez que o estado de humor alterado pode fazer um estrago no cartão de crédito. Para mim, bom mesmo é lavar roupa. Gosto da tarefa por ser um trabalho limpo. Mexer com a água e com os cheirinhos gostosos dos amaciantes renova as minhas forças. Lendo isso você pode estar me vendo em pleno século XIX, a beira de um rio, batendo a roupa contra a pedra, mas não é bem assim! (rs). É claro que eu não tomo para mim a tarefa que cabe à máquina. Eu elejo aqui e ali umas poucas roupas delicadas que merecem uma atenção especial. Os próprios bordados e miudezas que elas carregam me trazem a noção de que assim como elas exigem carinho, as situações que me fizeram recorrer ao gesto, também. O passo-a-passo da tarefa exige cuidado. Separo as peças por cores. Molho-as delicadamente e só então escolho a forma de lavá-las, pois para cada uma há uma técnica diferente. Enquanto as enxáguo e as coloco para secar, uma a uma em sua ordem, vou igualmente colocando em ordem meus pensamentos. Lavar roupa a mão me concede a pausa necessária para refletir sobre o meu momento. Se o sol estiver aparecendo, então, a tarefa fica indiscutivelmente melhor. Aos poucos a nuvem negra que pairava no ar vai se dissipando e transforma o céu cinzento em um perfeito céu azul. 
De todos os afazeres domésticos, este é sem dúvida o meu favorito. Não que eu seja uma dedicada e fervorosa dona de casa. Sou antes profissional do que "do lar". Mas certamente dentre todos os trabalhos, lavar roupas é mais do que um ato de cuidar da casa; é cuidar de mim!
Se você ainda não experimentou cansar os braços para descansar a cabeça eu sugiro que tente. Você vai se surpreender com o tanto de coisas que pode aprender sobre você mesmo com o simples gesto de se abandonar temporariamente...

Até!

domingo, 24 de março de 2013

É bonita, é bonita e é bonita!

Acho que viver é mesmo assim! Uns dias são melhores que outros. O que faz com que sejam assim depende muito mais do que acontece dentro do que fora de nós. Manter um permanente estado de ânimo é tão pouco provável quanto não é humano. Isto porque coisas acontecem o tempo todo e a cada situação somos mais ou menos atingidos. Fico triste, por exemplo, ao ver que apesar das pessoas continuarem "apostando", este blog não traz no momento a mesma riqueza de ideias e o frescor das novidades como antes. E aí me pergunto se menos coisas aconteceram ao meu redor e, por isso, eu não teria do que falar, mas chego à constatação de que a mudança se deu em mim e não no mundo! Fico triste de perceber o passar dos dias no calendário e a distância que se estabelece entre uma postagem e outra. Este era o meu maior receio ao criar um blog: ter sempre a disposição e a disponibilidade em compartilhar ideias. Isto exige constância e disciplina, coisa que hoje não me ocorre. Talvez eu só esteja me cobrando demais. Talvez escrever seja mesmo um exercício renovado a cada texto. Quanto mais se escreve, mais se tem vontade de fazê-lo. Posso assegurar que há muito por dizer. Se há quem queira ler, formou-se o elo. 
Tenho visto postagens lindas no Facebook com o propósito de animar as pessoas. Olha aí novamente o ânimo entrando em ação! Acho que o mundo está assim. Precisamos diariamente de uma boa dose de esperança para viver os nossos dias. Talvez seja uma crise "mundial" de falta de vontade. Talvez seja temporário! Que bom que a gente consegue, ao menos, se revezar na tarefa de nos animar. Um dia um de nós se encarrega disso. No outro dia, esperamos que o façam por nós. Gosto do papel das redes sociais para este propósito. Há tantas imagens e textos lindos que nos mostram que vale a pena começar mais um dia, levá-lo com suavidade, "surfando" entre as ondas que insistem em quebrar sobre nós e, no fim dele, ter a sensação de dever cumprido. Mas não um dever pesado, difícil... apenas uma missão, mais uma tarefa. Que bom que é quando podemos contabilizar no nosso dia uma atitude bacana, uma ação que fez a diferença, uma imagem para se guardar bem diante dos olhos na hora de dormir. Que bom que é quando recebemos uma notícia boa, ou damos uma notícia boa a alguém, quando nos presenteamos com uma oração ou nos pegamos distraidamente observando alguma coisa agradável. 
A vida é mais leve quando escolhemos o que iremos permitir que nos atinja. Não podemos parar o mundo, as pessoas, as ofensas ou más notícias, mas podemos escolher de que maneira vamos lidar com as coisas que nos acontecem. 
Que a sua semana seja leve e gostosa!
Que seja intensa na alegria...
Que seja linda!

Até breve.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Beleza! Óbvio, não?

Dia desses ouvi uma frase interessante. A pessoa, falando sobre uma terceira, disparou: "Ela não tem uma beleza óbvia". Aquilo me chamou atenção na hora. Fiquei parada, tentando elaborar o que queria dizer aquela frase. O que seria uma beleza "não óbvia"? O que seria a óbvia? Entendo esta como sendo a que facilmente é identificada, que é de consenso, que está estampada na mídia para quem quiser ver. A minha pergunta é, apenas, se a beleza óbvia é aquela de fácil percepção ou aquela que nos impõem como um padrão? Será que existe beleza mais ou beleza menos óbvia, ou apenas nos acostumamos a ver assim? É bem verdade que hoje em dia não queremos perder tempo em analisar muito as coisas. Esperar 30 segundos para uma página na internet ser carregada é quase tão absurdo quanto parar para tentar entender algo. Queremos tudo pronto e rápido, de preferência agora. Será que até a beleza, algo contemplativo por natureza, já entrou na era do "instantâneo, por favor..."? 
Acho que estou ficando antiquada. Aliás, desconfio disso há tempos. Mas sou de uma época em que as coisas raras, por isso mesmo, eram mais valorizadas. Ora, se alguém de quem se falava não possui uma beleza que é óbvia, deveria ser mais preciosa, não? Esse óbvio pode não ser sinônimo de vulgar, mas de evidente. Tanto em um caso, quanto em outro, continuo achando que o que não se pode ver de imediato tem sempre mais valor! 
Seria muito chato se pudéssemos compreender tudo sem ter que pensar, ler os desejos seus e os alheios sem se desdobrar para entendê-los. Seria muito monótono se tudo o que precisássemos saber da vida estivesse ali, bem ao nosso alcance, na prateleira do meio onde nem mesmo nos custaria uma ponta de pés para pegá-los. 
Sempre fui adepta das coisas mais trabalhosas. Curioso porque sou vista frequentemente como uma pessoa muito prática. Mas entre o pronto e o feito cuidadosamente desde o começo, opto pelo segundo sempre que possível! Acho que o processo é sempre mais interessante que o próprio produto e nisso se inclui a compreensão sobre as coisas da vida...
Voltando ao assunto do início, da beleza óbvia, me pego algumas vezes pensando sobre o quanto o mundo anda igual. E ao contrário do que se supõe isso não tem nada de bom. Falo de um mundo visualmente parecido. Um mundo onde as pessoas querem  ter a mesma cara, o mesmo número de soutien, cintura e quadril. Falo de um mundo onde os cachos não têm vez... de um mundo onde ser bonito não é um detalhe, é uma obrigação! Falo de um mundo de casca, de cobertura. Se casca fosse assim tão bom, jogaríamos o recheio fora e ficaríamos apenas com ela... Fazendo um paralelo entre vegetais e pessoas, as cascas são apenas proteções para o interior. Observe se você, de certa forma, não usa a sua casca para esconder um interior vazio, deteriorado, indesejável. Há que se pensar!
Só para finalizar, a beleza não óbvia, no meu entendimento, é aquela capaz de atrair para si as pessoas que realmente merecem estar por perto. A beleza que carrega em si um significado que não pode ser desvendado em um "olhar de relance", que merece estudo, atenção, dedicação... e que uma vez descoberta, (ah!) revela outras tantas belezas!

Até mais...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Vida que segue... sempre!

"Vida que segue!" Gosto muito desta frase. É como se a vida ganhasse vida própria. Como se não dependesse de cada um de nós para existir. E, de fato, não depende! Nós passamos pela vida. Se ela passa por nós, há algo de errado na sentença. Difícil mesmo é fazer que a vida aconteça agora e não daqui a pouco. Eu sei, a temática é batida. Mas igualmente é ignorada! E por quê? O que ficamos esperando acontecer para que a vida, de fato, aconteça? Não sei. 
Ter planos é fundamental. Viver só pensando neles é renunciar ao presente. Já disse isso em algum lugar... talvez esteja apenas me repetindo! O fato é que isso é tão verdadeiro quanto é verdadeira a nossa dificuldade de praticar. De repente me deu vontade de não esbravejar mais a cada segunda-feira de manhã, ou não reclamar mais a cada coisa que não sai do jeito que eu queria. Mas isso é só por agora, depois eu volto ao normal! Hoje ouvi uma frase curiosa em que a pessoa, defendendo uma vida não saudável, alegou que a morte chega para todos, então, que não fazia muito sentido ficar se poupando. Não sei se concordo totalmente, mas é uma forma interessante de ver a vida e isso, eu não posso negar! Somos corretos, andamos na linha, fazemos o que diz a cartilha. Estamos vivendo ou apenas nos preparando para algo que no futuro nem se sabe se virá? Para responder a este dilema, criei uma teoria para mim: se me faz feliz deixar de comer algo porque não é bom para a minha saúde, eu faço. Mas se deixar de comê-lo, em nome sei lá de que, é um sacrifício enorme, para que fazer isso? Acho que esta tática serve para muitas coisas. Vale lembrar que estou falando de coisas lícitas e que realmente merecem ser discutidas. Sou careta e não faço qualquer apologia a coisas que são realmente nocivas. Outra frase interessante com que me deparei dia desses, pintada em um muro, foi: "Temos medos bobos e coragens absurdas". Sabe que é isso mesmo? Aliás o medo para mim é uma incógnita. A explicação para ele existir é servir de limite para que possamos preservar a nossa vida, em uma primeira análise, mas a verdade é que sentir medo está na minha listinha de "piores coisas do mundo". O medo paralisa, fragiliza, impede a racionalização... enfim, cria uma confusão sem tamanho. Estou trabalhando nisso! As pessoas me veem como alguém corajosa e talvez eu seja mesmo, mas só eu sei os monstros de medo que eu combato para me dominar. O resultado? Ah... paisagens surpreendentes... dentro e fora de mim!
Para terminar este texto um tanto confuso, (preciso dizer que há tempos não escrevia um texto com tanta rapidez como foi este! Simplesmente veio.) uma outra frase que vi hoje e que traduz bem a pessoa que eu sou: "Vai. E, se der medo, vai com medo mesmo!"

Este sim é o meu projeto de vida...

Até!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mangia che ti fa bene!*

Sempre que viajamos para algum lugar distante, com uma cultura diferente da nossa, pensamos automaticamente em elementos do cotidiano como o idioma, os costumes e, principalmente, a comida. É claro que o mundo globalizado torna as distâncias menores e, com isso, o que antes era típico de um lugar passa a ser facilmente encontrado em outros. Entretanto as particularidades de um local, como as condições climáticas e os hábitos, fazem com que cada país tenha algo de novo a oferecer. É por razões como esta que torna-se tão divertido e interessante conhecer os lugares. Uma simples garrafa de água mineral pode dizer muito sobre um lugar. A forma da garrafa, o rótulo, a quantidade, um sem número de informações é encontrado com a compra de algo assim. Isso sem contar com a maneira de pedi-la, já que alguns idiomas são tão diferentes do nosso que não trazem qualquer semelhança na forma de escrever. A sorte é falar alguma coisa em inglês, pois sempre se encontra algum outro ser que também interaja naquela língua. Sobre a comida, eu não sabia muito bem o que eu iria encontrar por aquelas bandas onde estive. Sabia de alguns pratos quentes e do apreço daqueles povos por carnes e outras coisas mais pesadas, mas era só. Foi um grande espanto, para mim, ver a quantidade de restaurantes italianos que encontramos por lá. Se o inglês é o idioma mais popular no mundo, sem dúvida a comida italiana é o "inglês" dos cardápios!
Para quem deseja viajar para os mesmos lugares que eu fui, segue abaixo a listinha de restaurantes que eu recomendo visitar. Uns são mais sofisticados enquanto outros são mais simples. Todos servem comida italiana e têm cardápios em inglês. Se você souber falar alguma coisa no idioma "macarronesco" pode até arriscar fazer o pedido assim mesmo, pois eles também entendem!

Ristorante Fratelli - Viena/Áustria - O restaurante é lindo, com um ambiente um pouco mais sofisticado, mas devo dizer que fui jantar de jeans e tênis. Os garçons falam italiano e o cardápio é mesmo tentador. É o tipo do restaurante para quem quer comer uma comida mais elaborada e, consequentemente, gastar um pouco mais de dinheiro, mas nada que fuja muito aos valores cobrados pelos restaurantes daqui. Um casal paga por um jantar com sobremesa em torno de 50 euros. O site não é muito esclarecedor, mas é possível conhecer um pouco. Acesse www.fratelli.at

Ristorante Longiano - Praga/República Tcheca - De longe este é o meu preferido. Estive lá por duas vezes e repeti o cardápio (em time que está ganhando não se mexe!). É um restaurante pequenininho, na beira da rua e apesar do ambiente "descolado fino" é um restaurante mais para quem quer comer e ir embora, e não para ficar curtindo e tendo longas conversas. A comida é muito saborosa e a porção é bem servida. A massa é fresca e a sobremesa é um convite ao retorno. O preço é mais acessível do que o primeiro, até porque em Praga as coisas são mesmo mais baratas para nós. A minha escolha foi "bruschetta al pomodoro" como entrada, "spaghetti al pesto con gamberi" (espaguete com molho pesto e camarão), sendo que a massa pode ser trocada e, como sobremesa, "crepe con gelato e lamponi" (crepe de sorvete com calda quente de frutas vermelhas). O almoço para um casal sai por 35 a 40 euros em média. Para saber mais, acesse: www.longiano.cz


















Pasta Fresca - Praga/República Tcheca - Este também traz um ambiente descontraído embora refinado. O cardápio é tão impecável quanto o do Longiano, mas além de ser muito maior tem o charme de ser um verdadeiro labirinto terminando no subsolo. Os garçons são jovens e ao contrário do anterior as pessoas costumam permanecer lá dentro mais tempo, embora o serviço não seja demorado. O preço equivale ao outro, em torno de 50 euros o casal. Resolvi experimentar uma das sobremesas e posso assegurar que é uma das coisas mais deliciosas que eu já comi. Tratava-se de um caneloni de abacaxi recheado de mascarpone aerado, decorado com flocos de coco e calda de caramelo. Lindo e gostoso! Se for até lá, sugiro que experimente. Para saber mais, acesse: pastafresca.ambi.cz

Pineapple Caneloni
Spaghetti House - Londres/Inglaterra - O mais popular e descontraído de todos os que eu citei. Loja de rede sem perder o charme de um restaurante italiano. A comida é gostosa, o local é fácil de achar. Você terá a sensação de que já esteve ali, mas provavelmente foi em outra loja com o mesmo nome. Há várias delas pela cidade. O cardápio é bem variado dentro das especialidades italianas, claro! Na loja em que estive fui atendida em português, já que o garçom era da "terrinha". Como sou fã de doces, experimentei a panna cotta com frutas vermelhas. Não sou profunda conhecedora no assunto, mas recomendo... muito gostoso! Os preços não mudam muito quando comparados com os restaurantes anteriores. Acredito que em outro país ele fosse mais barato porém, em se tratando de Londres, comer é mesmo uma tarefa cara, por isso, fico com a média dos 40 euros por casal. Para saber mais, acesse www.spaghettihouse.co.uk

Fiquei com fome e, sem dúvida, com muita saudade de tudo isso!!!

*O título quer dizer "Come que te faz bem"! - lembrando que para os italianos a comida é muito mais do que alimento para o estômago... é alimento para a alma, para curar os seus males e te reconectar com suas raízes, portanto... Mangia che ti fa bene.

Até a próxima.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Happy Valentine's Day!

Que o Brasil agrega à sua história vários elementos de outros povos não é novidade, até porque nós mesmos somos o somatório desses costumes. Dos mais recentes está o dia de São Valentim como mais uma data para se comemorar o dia dos namorados. Em outros países como França, Inglaterra e Estados Unidos, o dia 14 de fevereiro é o eleito para a celebração dos amantes, bem diferente do nosso tradicional 12 de junho. Mas você sabe por que esse dia começou a ser considerado assim? Reza a lenda que Valentim era bispo de Roma. Na época o governo acreditava que os jovens solteiros se alistavam mais facilmente no exército e, por isso, proibia os casamentos. Entretanto, Valentim continuou celebrando-os, o que o levou à prisão e, posteriormente, a uma morte trágica. Estando na prisão ele conheceu a filha do carcereiro que era cega. Os dois se apaixonaram e por causa desse amor ela voltou a enxergar. Mais tarde, ele foi considerado santo e protetor dos namorados. No Brasil há quem diga que o dia dos namorados é comemorado no dia 12 de junho por ser a véspera do dia de Santo Antônio, conhecido como santo casamenteiro, mas a ideia mais difundida é a de que a data foi criada com fins comerciais já que junho é um mês de vendas fracas. De um jeito ou de outro, é difícil não se deixar afetar pela data. Quem tem um par, gosta de celebrá-la com juras de amor e comemorações dos mais diferentes tipos. Quem está sozinho prefere, na maioria das vezes, riscar o dia do calendário! O que me impressiona quando se fala de amor é a relação direta que se faz dele com as tragédias. Romeu e Julieta, Píramo e Tisbe, e o próprio São Valentim. Que feitiço é esse que não permite às pessoas terem não um final feliz, mas uma relação feliz? Algo que se possa comemorar não só nas datas feitas para isso, mas que permita ter um pouquinho de felicidade todos os dias? Por que as histórias de amor são sempre tão permeadas de drama sugerindo que ser feliz com alguém é coisa tão impossível quanto a imortalidade? Os próprios contos de fadas, os filmes e as novelas reproduzidas todos os dias enfocam o sofrimento como sendo parte do processo amoroso. Somente no fim de tudo é que se encontra a felicidade, o que, por sua vez, também não é mostrado já que o "felizes para sempre" acontece no dia do casamento. Como seria a vida da Cinderela no dia seguinte? No ano seguinte? A convivência com o príncipe, os filhos, os problemas na escola ou no trabalho... É claro que isso não passa de uma brincadeira, mas há que se pensar! O mundo não é feito de Príncipes Encantados e beijos de amor poderosos, mas de pessoas comuns que se encontram, se perdem, se acham de novo e constroem a própria história. Que possamos, então, celebrar o amor, os romances, as histórias felizes não só no dia 14 de fevereiro ou 12 de junho, mas em todos os momentos que merecerem uma comemoração. Por que não todos os dias? Se hoje está bom, comemore... simples assim! 
Desejo a proteção de São Valentim a todos os casais apaixonados. 
Desejo a proteção de São Valentim para aqueles que buscam seus pares.
Desejo a proteção de São Valentim para você, para mim, para que o amor vença sempre!

Feliz dia dos Namorados...
Ame... ame muito e celebre isso.

Até mais